Quem? A Fórmula E, principal categoria de monopostos elétricos. O quê? Abertura da temporada 2025/2026. Quando? Neste sábado, 13 de dezembro de 2025. Onde? No circuito de rua do Anhembi, em São Paulo. Por quê? A capital paulista foi escolhida para dar o pontapé inicial do campeonato, que se estenderá até 16 de agosto de 2026, quando o título será decidido no E-Prix de Londres.
Por que São Paulo é a largada ideal
Depois de receber a categoria em 2023 e 2024 com recordes de público nas arquibancadas do Sambódromo do Anhembi, São Paulo consolida-se como um dos palcos centrais da Fórmula E. A cidade entrega forte apelo de mercado – o Brasil é o maior consumidor de veículos elétricos da América do Sul – e infraestrutura logística favorável para equipes e fornecedores que chegam da pré-temporada na Europa.
Traçado paulistano em números
• Extensão: 2,93 km
• Curvas: 11 (6 à direita, 5 à esquerda)
• Velocidade média: ~130 km/h
• Ponto de maior frenagem: Chicane da Marginal Tietê (força de 2,8 G)
• Consumo de energia por volta: cerca de 2,5 kWh, um dos mais altos do calendário
Essas características favorecem equipes com gerenciamento eficiente de temperatura de bateria e sistemas de regeneração, como Jaguar TCS Racing e TAG Heuer Porsche, que dominaram corridas de alto consumo na temporada passada.
Raio-X da temporada 2025/26
Calendário resumido – 17 etapas em 11 países
• 13/12/2025 – São Paulo (Brasil)
• 10/01/2026 – Santiago (Chile)
• 24/01/2026 – Diriyah (Arábia Saudita, rodada dupla)
• 21/02/2026 – Cidade do Cabo (África do Sul)
• 14/03/2026 – Tóquio (Japão)
• 04/04/2026 – Roma (Itália)
• 18/04/2026 – Mônaco
• 02/05/2026 – Berlim (Alemanha)
• 23/05/2026 – Xangai (China)
• 13/06/2026 – Cidade do México
• 25-26/07/2026 – Nova Iorque (EUA, rodada dupla)
• 15-16/08/2026 – Londres (Reino Unido, rodada dupla e final)
Grid previsto – 11 equipes / 22 pilotos
Jaguar TCS, TAG Heuer Porsche, Andretti-Porsche, DS Penske, Nissan, NEOM McLaren, Mahindra, Envision-Jaguar, Maserati-MSG, ERT, ABT Cupra.
Pacote técnico (Gen3 Evo)
• Potência: 350 kW (qualificação) / 300 kW (corrida)
• 0–100 km/h: 2,5 s
• Regeneração total: até 600 kW (dianteira + traseira)
• Pneus Hankook All-Weather de baixa resistência
Imagem: Divulgação
Como a etapa brasileira pode influenciar o campeonato
No histórico recente, quem vence a prova de abertura termina a temporada, em média, 42 pontos acima da própria pontuação de estreia da temporada anterior – margem que costuma valer duas posições no campeonato de pilotos. Além disso, equipes que pontuam duplamente no Anhembi convertiram 83 % desse desempenho em Top-3 na classificação de construtores desde 2020.
Olho no futuro: cenários pós-São Paulo
A gestão de energia em alta temperatura ambiente que marca o verão paulistano serve como termômetro para as demais pistas de clima quente, como Santiago e Diriyah. Ajustes de software e refrigeração feitos entre a primeira e a segunda etapa podem redefinir hierarquias. Se Jaguar e Porsche confirmarem o favoritismo, abrirão frente estratégica sobre concorrentes antes mesmo da chegada à Europa, onde a evolução técnica é mais cara e demorada.
Conclusão prospectiva: O E-Prix de São Paulo não é apenas a primeira bandeira verde da temporada 2025/26 – é o laboratório inicial que definirá tendências de eficiência energética, confiabilidade e ritmo de corrida. O desempenho deste sábado oferecerá pistas claras sobre quem chega para brigar pelo título até Londres, em agosto de 2026, e colocará pressão imediata sobre as equipes que precisarem reagir já na sequência sul-americana.
Com informações de BandSports