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    Gabigol desabafa, vê todo mundo mal no Santos e diz: ‘Pode vir Messi, CR7 ou Neymar que também vai ser difícil’

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    São Paulo, 1.º de fevereiro de 2026 – Após a derrota do Santos por 2 a 0 para o São Paulo no Morumbis, pelo Campeonato Paulista, Gabigol fez um duro desabafo na zona mista, afirmando que o desempenho ruim é coletivo e que mesmo estrelas como Messi, Cristiano Ronaldo ou Neymar teriam dificuldades no atual contexto alvinegro.

    Por que o atacante falou: o gatilho de mais uma derrota

    O revés deste sábado manteve o Santos com apenas 6 pontos no Paulistão, fora da zona de classificação para o mata-mata. O discurso de Gabigol veio para rebater a busca por culpados individuais após a segunda passagem do clube pelo Morumbis em 2026.

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    O que exatamente disse Gabigol

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    Em sua declaração, o camisa 99 listou nomes que já deixaram a Vila Belmiro, como Alexis Duarte e Caballero, para mostrar que a instabilidade persiste independentemente das peças:

    “Quando o time vai mal, vai todo mundo mal… Pode vir Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, que também vai ser difícil para eles… Precisamos melhorar como elenco e como time.”

    Raio-X do momento santista

    • Pontuação no Paulistão 2026: 6 pontos em 6 partidas, média de 1,0 ponto por jogo.
    • Saldo de gols no Estadual: –4 (5 marcados, 9 sofridos).
    • Estreia no Brasileirão: derrota na 1.ª rodada, zerado na tabela.
    • Sequência sem vencer: 3 partidas (2 derrotas, 1 empate).
    • Histórico de Gabigol no Santos: 207 jogos e 83 gols somando as passagens 2013-2016 e 2018; voltou ao clube em janeiro de 2026.

    Leitura tática: por que o problema é “de grupo”

    A fala do atacante toca em três pontos que explicam a queda de rendimento:

    1. Falta de conexão entre setores: o Santos tem porcentagem de acerto de passes inferior a 80 % na zona de criação, dificultando o abastecimento de Gabigol e Neymar (que volta na próxima quarta).
    2. Pressão sem coordenação: a equipe perde 59 % dos duelos defensivos no terço final, expondo a defesa em transições rápidas, como ocorreu nos dois gols sof­ridos pelo São Paulo.
    3. Rotação de elenco elevada: sete mudanças no time titular nas últimas quatro partidas; a falta de entrosamento prejudica o conceito coletivo citado pelo atacante.

    Próximos compromissos: margem de manobra é curta

    04/02 – Santos × São Paulo (Brasileirão): repetição do clássico em que a equipe precisará pontuar para não começar o campeonato nacional em crise.

    08/02 – Noroeste × Santos (Paulistão): jogo chave contra rival da parte de baixo para recuperar a distância para o G-4 do grupo.

    12/02 – Athletico-PR × Santos (Brasileirão): confronto fora de casa que testará a consistência defensiva apontada como problema recorrente.

    O que esperar daqui para frente

    O desabafo de Gabigol não resolve o cenário, mas escancara a necessidade de ajustes sistêmicos antes que o calendário aperte. A volta de Neymar pode elevar o nível técnico, porém, se as conexões coletivas não forem corrigidas, a projeção é de pressão crescente no Campeonato Brasileiro e risco de eliminação precoce no Paulista. O próximo clássico, já na quarta-feira, servirá como termômetro: ou o Santos mostra evolução imediata, ou a insatisfação interna tende a aumentar.

    Com informações de ESPN Brasil

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