Rio de Janeiro (RJ) – Nesta semana, Gabigol recorreu às redes sociais para relembrar o título da Conmebol Libertadores 2022, marcado pelo seu gol decisivo na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR. A postagem, “3 anos atrás…”, veio a poucos dias do confronto de volta contra o Racing, em Buenos Aires, válido pela fase semifinal (outra vez com o Flamengo a um passo de mais uma final continental).
Memória recente: por que o título de 2022 segue vivo no vestiário
O recado público de Gabigol atua como ferramenta psicológica. Em 2022, o Flamengo fechou a Libertadores invicto no mata-mata, sustentou a melhor defesa (4 gols sofridos em sete jogos eliminatórios) e conquistou a competição pela terceira vez. Rememorar esse desempenho não é mera nostalgia: é gatilho de confiança coletiva antes de 90 minutos decisivos em Avellaneda.
Retrospecto de 2022: supremacia rubro-negra do grupo à final
Fase de grupos (Grupo H): 5 vitórias, 1 empate, 15 gols pró e apenas 6 contra.
Mata-mata:
- Oitavas – 8 x 1 no agregado sobre o Tolima;
- Quartas – 3 x 0 no agregado sobre o Corinthians;
- Semifinais – 6 x 1 no agregado sobre o Vélez Sarsfield;
- Final – 1 x 0 contra o Athletico-PR.
Gabigol encerrou a campanha com 6 gols em 12 jogos, enquanto Pedro foi o artilheiro geral (12 gols). O domínio estatístico explica por que aquele elenco virou referência interna de competitividade.
Campanha atual: como chega o Flamengo ao jogo de volta contra o Racing
Na edição 2024, o Rubro-Negro venceu o primeiro duelo por 1 a 0 no Maracanã, gol de Bruno Henrique, e agora depende de um empate na Argentina para assegurar vaga na final. A partida de volta acontece no Estádio El Cilindro, às 21h30 (de Brasília).
Raio-X tático: ajustes de Tite para segurar a vantagem em Avellaneda
- Linha defensiva compacta: em 2022, a equipe de Dorival Júnior cedeu em média 0,57 gol/jogo no mata-mata; em 2024, com Tite, o índice é 0,62. O técnico aposta em saída de três com Pulgar recuando para espelhar o 4-2-3-1 do Racing.
- Transição pelas pontas: Bruno Henrique e Everton Cebolinha lideram as jogadas de ruptura; juntos somam 28 participações em gol na temporada. A velocidade pelos flancos foi determinante no jogo de ida.
- Bola parada: desde 2022, o Flamengo converteu 23% das chances originadas em escanteios na Libertadores. Gabigol e Pedro alternam a primeira trave para abrir espaço a zagueiros como Fabrício Bruno.
Comparativo de rendimento 2022 x 2024
| Métrica | 2022 | 2024* |
|---|---|---|
| Aproveitamento geral | 83,3% | 72,2% |
| Gols pró/jogo | 2,3 | 1,8 |
| Gols contra/jogo | 0,7 | 0,8 |
| Finalizações certas/jogo | 6,4 | 5,1 |
*dados até a partida de ida contra o Racing.
Imagem: Internet
O que está em jogo: impacto de uma nova final para o clube
Chegar a mais uma decisão consolidaria o Flamengo como o brasileiro com mais finais de Libertadores no século (cinco) e abriria a possibilidade de quarto título continental. Além disso, manteria o clube na rota do Mundial de Clubes de 2025, torneio que distribuirá premiação recorde e pontos de ranking da FIFA.
Se repetir a solidez defensiva de 2022 e explorar a vantagem mínima construída no Maracanã, o Flamengo tem tudo para transformar o tweet nostálgico de Gabigol em combustível para escrever mais um capítulo de protagonismo continental. O jogo de Avellaneda dirá se a memória de três anos atrás será, novamente, o prelúdio de um título histórico.
Com informações de NetFla