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    Gabigol admite sonho em voltar à seleção, mas é sincerão: ‘Meu momento não condiz com isso’

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    Santos, 5 de janeiro de 2026 – Apresentado oficialmente nesta segunda-feira na Vila Belmiro, Gabriel Barbosa, o Gabigol, recebeu a camisa 9 das mãos do presidente Marcelo Teixeira e iniciou sua terceira passagem pelo Santos FC. O atacante de 29 anos chega emprestado pelo Cruzeiro até o fim da temporada 2026 e reconheceu que, após um 2025 apagado em Belo Horizonte, seu momento “não condiz” com uma convocação para a Seleção Brasileira, que se prepara para a Copa do Mundo.

    Retorno estratégico: por que o Santos precisa (muito) de um goleador

    O elenco santista encerrou a última temporada sem um centroavante consolidado. A rotação entre jovens atletas e peças de lado deixou o time previsível no terço final, com dificuldades para converter volume de jogo em gols. Gabigol, mesmo em fase menos inspirada, oferece:

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    • Referência central: atua entre os zagueiros e abre espaços para os extremos infiltrarem.
    • Poder de decisão: histórico de gols em mata-mata e finalizações de primeira dentro da área.
    • Bola parada curta: especialidade em cobranças de pênalti, fundamento em que o Santos desperdiçou quatro chances na última edição do Paulistão.

    Concorrência pesada: Seleção terá fila longa de “camisas 9” em 2026

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    A sinceridade do atacante sobre a Seleção encontra respaldo nos números recentes. Na Era Carlo Ancelotti, temas como intensidade pós-perda e participação na pressão alta ganharam peso. Atletas em alta rotação europeia – Endrick (Palmeiras/Real Madrid), Vitor Roque (Barcelona) e Richarlison (Tottenham) – largam na frente. Para voltar ao radar, Gabigol precisará provar que consegue:

    • Recuperar a média superior a 0,5 gol/jogo que ostentou no Flamengo entre 2019 e 2022.
    • Entregar volume defensivo: no Cruzeiro, participou de apenas 17% das ações de pressão no terço final, número abaixo do padrão exigido por Ancelotti (fonte: Wyscout).

    Raio-X de Gabigol

    • Jogos na carreira profissional: 480+
    • Gols marcados: 230+
    • Títulos de destaque: 2 Libertadores (2019, 2022), 2 Brasileiros (2019, 2020), 1 Copa do Brasil (2022).
    • Perfil tático: finalizador de curta distância, boa leitura de segundo poste e especialista em pênaltis.
    • Contrato: empréstimo válido até dezembro de 2026; Cruzeiro paga parte do salário.

    Calendário e projeção: o que muda já no Paulistão

    A reestreia está marcada para sábado (10), contra o Novorizontino, na Vila. A comissão técnica pretende utilizá-lo por 60 minutos, respeitando a pré-temporada iniciada na última semana. Caso o plano se cumpra, o Santos ganha um encaixe que pode:

    • Melhorar a conversão de cruzamentos – fundamento que representou 28% das finalizações do time no Estadual 2025.
    • Elevar a altura média da primeira linha de pressão, já que o atacante costuma iniciar o “gatilho” de marcação.
    • Atrair mais atenção defensiva dos rivais, abrindo corredores para as infiltrações de jovens meias como Weslley Patati.

    Conclusão prospectiva

    Em dívida com a própria carreira e com a torcida que o revelou, Gabigol encara 2026 como temporada de afirmação. O sucesso ou fracasso do projeto passa por traduzir experiência em gols imediatos, impulsionando não apenas a campanha santista no Paulistão, mas também a retomada do clube em competições nacionais. O desempenho nos primeiros meses definirá se o camisa 9 voltará a figurar nas listas de Ancelotti ou se focará exclusivamente em reforçar o Peixe durante todo o ano.

    Com informações de ESPN Brasil

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