Rio de Janeiro (RJ) — O meia Paulo Henrique Ganso, 35 anos, voltou aos gramados no fim de 2025 após lesão na panturrilha e chega a 2026 como maior garçom do atual elenco do Fluminense, com 35 assistências, em 295 partidas desde 2019. Contratado até dezembro de 2026, o camisa 10 busca recuperar protagonismo após ter a pré-temporada de 2025 comprometida por miocardite.
Precisão cirúrgica: por que Ganso continua essencial
Mesmo com minutos reduzidos em 2025, o meia manteve média de 0,25 passe para gol a cada 90 minutos, índice superior ao de todos os titulares de meio-campo do Flu. Sua presença ainda proporciona:
- Controle de posse: 89% de acerto nos passes curtos e médios.
- Quebra de linhas: 2,1 passes-chave por jogo, segundo o Footstats.
- Bolas paradas: participou diretamente de 7 dos 18 gols do time em escanteios/faltas desde 2023.
Raio-X das assistências no elenco
Ranking atual (2019-2025)
- Paulo Henrique Ganso — 35 assistências
- Keno — 20
- Martinelli — 17
- Samuel Xavier — 13
- Germán Cano — 13
Os números mostram distância de 75% a mais de passes decisivos entre o líder e o segundo colocado, reforçando a dependência criativa do Flu no veterano.
Impacto tático para 2026
O técnico que assumir a temporada terá três caminhos para potencializar o camisa 10:
- Formação 4-2-3-1: Ganso como enganche puro, aumentando a presença entrelinhas e liberando laterais para amplitude.
- Modelo com três zagueiros: abre espaço para Ganso flutuar atrás dos atacantes sem sobrecarregar o corredor central.
- Gestão de carga: uso de microciclos de 60-70 minutos, preservando o atleta para jogos-chave de Libertadores e Brasileirão.
Calendário e metas individuais
Se atuar em pelo menos cinco partidas até março, o meia alcança a marca histórica de 300 jogos com a camisa tricolor, feito atingido por apenas 34 jogadores na era dos pontos corridos. Além disso, pode ultrapassar Thiago Neves (38 assistências) e entrar no top-5 dos maiores garçons do clube no século.
Imagem: Lucas Merç
O que vem por aí
Com Libertadores e Campeonato Brasileiro no horizonte, a permanência de Ganso amplia o leque criativo em meio a um elenco que perdeu Arias para a Europa e ainda procura reposição. A forma física do camisa 10 será monitorada semana a semana, mas a expectativa interna é que ele passe a entregar entre 1.800 e 2.000 minutos na temporada — volume suficiente para manter o Fluminense competitivo nas fases de mata-mata.
No curto prazo, a comissão técnica deve testá-lo já nos amistosos de janeiro, garantindo ritmo para a estreia do Carioca. Se confirmar a boa recuperação, Ganso pode não só liderar o time em assistências mais uma vez, mas também redefinir o eixo criativo tricolor em 2026.
Com informações de Netflu