Roma, 13 de novembro de 2025 – O técnico Gian Piero Gasperini iniciou um plano em duas frentes – treinos específicos e possível reforço na janela – para corrigir a baixa produção de gols do ataque da AS Roma, mesmo com a equipe liderando a Serie A.
Alarme ofensivo: por que o setor preocupa
Embora a Roma some vitórias e possua a melhor defesa das principais ligas europeias, o rendimento ofensivo está aquém das metas traçadas em Trigoria. Os centroavantes juntos marcaram apenas duas vezes em toda a temporada. No total, os atacantes registram sete gols, marca inferior à de concorrentes diretos como Inter, Milan e Juventus.
Números que explicam a urgência
• 158 finalizações – 4ª equipe que mais chuta na Serie A
• 57 arremates no alvo – apenas 36% de precisão
• 12 gols totais – taxa de conversão de 7,6% (uma das mais baixas do topo da tabela)
• 2 gols de Dybala em nove meses; Dovbyk soma 3 em sete; El Shaarawy e Baldanzi não balançam as redes há, respectivamente, 10 e 12 meses.
Comparando com os líderes dos cinco grandes campeonatos, somente Chelsea (1) e Olympique de Marselha (4) têm menos gols de atacantes. Manchester City (15) e Real Madrid (14) mostram a distância a ser percorrida.
Fase de treinamento: a primeira frente
Gasperini introduziu sessões voltadas a finalização sob pressão, ataques rápidos pelos corredores e sincronização de apoio aos centroavantes. O objetivo é aumentar a presença de jogadores dentro da área e reduzir o tempo entre recuperação da bola e conclusão da jogada.
Mercado: a segunda peça do quebra-cabeça
A diretoria estuda a contratação de um atacante com capacidade de impacto imediato. A busca concentra-se em perfis que aliem mobilidade, finalização de primeira e histórico recente de gols – requisitos essenciais para elevar a média ofensiva sem desequilibrar a estrutura tática que garantiu a solidez defensiva.
Imagem: Internet
Impacto na disputa pelo título e competições europeias
Com a Serie A se aproximando da virada do campeonato e as fases eliminatórias continentais no horizonte, a conversão de chances pode definir se a Roma permanecerá no topo ou ficará exposta quando a consistência defensiva falhar. Uma evolução no ataque também amplia o leque de variações táticas de Gasperini, hoje muito dependente do jogo pelos flancos e de bolas paradas.
Conclusão prospectiva
Se a Roma alinhar a eficiência ofensiva à sua já reconhecida solidez atrás, consolida-se como candidata real ao Scudetto e à boa campanha europeia. A efetividade das duas soluções testadas por Gasperini nas próximas semanas deve ditar se o clube manterá a liderança ou precisará acelerar ainda mais a busca por um novo goleador em janeiro.
Com informações de Corriere dello Sport