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    CEO da FFU analisa adesão do Grêmio na liga: “aumenta o poder de barganha”

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    Porto Alegre, 07 de março de 2026 – O Grêmio abriu negociação para sair da Libra e integrar a Futebol Forte União (FFU), bloco que hoje reúne 33 clubes das Séries A, B, C e D. A decisão, que será votada no Conselho Deliberativo tricolor em 17 de março, foi classificada pelo CEO da FFU, Gabriel Lima, como um movimento que “aumenta o poder de barganha” do grupo nas futuras vendas de direitos comerciais e de transmissão.

    Por que a possível troca de bloco é estratégica?

    A adesão do Grêmio agrega uma marca tradicional, com mais de 8 milhões de torcedores no país, ao portfólio de clubes negociados pela FFU. Segundo Gabriel Lima, “quanto maior a audiência potencial, maior o valor entregue a patrocinadores e emissoras”. O dirigente projeta incremento imediato no valor mínimo pedido ao mercado, reforçando o pleito da FFU por contratos coletivos mais robustos.

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    Como funcionam Libra e Futebol Forte União?

    Libra – Liderada por clubes como Flamengo, Corinthians e Palmeiras, defende modelo de distribuição 50% igualitário, 25% por desempenho e 25% por audiência.
    FFU – Tem Corinthians, Athletico-PR, Bahia SAF, entre outros, e pleiteia divisão 40% igualitária, 30% desempenho, 30% audiência, com teto de diferença de receita de até 3,5 vezes entre maior e menor cota.

    Para o Grêmio, que em 2025 arrecadou cerca de R$ 142 milhões em direitos de TV, a balança entre estabilidade (cota fixa) e meritocracia (classificação e audiência) pode ser determinante na escolha do bloco.

    Raio-X financeiro das ligas e do Grêmio

    • Clubes filiados: Libra (18) x FFU (33)
    • Valor projetado do contrato coletivo 2025-2029: Libra – R$ 4,8 bi; FFU – R$ 4,2 bi (estimativas públicas)*
    • Média de cota igualitária: Libra – R$ 90 mi/ano; FFU – R$ 75 mi/ano*
    • Receita total do Grêmio em 2025: R$ 624 mi (R$ 142 mi de mídia, 23%)
    • Público médio na Arena em 2025: 32.417 torcedores (9º no Brasil)

    *Estimativas baseadas em projeções divulgadas pelos próprios blocos nos roadshows de 2025.

    Calendário da decisão: próximos passos

    1) 17/03 – Votação no Conselho Deliberativo do Grêmio. A saída da Libra exige maioria simples.
    2) Se aprovada, o ingresso na FFU vai a plenário virtual entre os 33 filiados, também por maioria simples.
    3) Homologação na CBF, que reconhece o bloco para negociação coletiva.

    O que muda em campo e fora dele

    Fora das quatro linhas, a projeção de aumento de receita pode refletir em investimentos diretos no elenco para 2027, ano em que encerra o atual contrato de TV aberta. Internamente, o departamento de futebol já trabalha com cenários de orçamento: permanência na Libra gera crescimento projetado de 5% ao ano; mudança para a FFU pode chegar a 8%, segundo estimativa preliminar do Conselho de Administração.

    Em campo, qualquer incremento orçamentário impacta a montagem de elenco para competição simultânea na Série A e em copas continentais. O Grêmio, que sofreu 46 gols no Brasileiro passado (6ª defesa mais vazada do G-8), estuda investir em até dois zagueiros de nível titular caso o fluxo de caixa aumente.

    Conclusão Prospectiva: Se confirmado, o movimento gremista não só redistribui forças políticas entre Libra e FFU, como recalibra o valor de mercado dos direitos de TV do futebol nacional. O mercado deverá monitorar a votação de 17 de março e, sobretudo, o posicionamento futuro de outros clubes grandes que podem seguir o mesmo caminho, alterando o equilíbrio na criação de uma liga unificada.

    Com informações de Portal do Gremista

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