Porto Alegre (16/01/2026) — O Grêmio monitora de perto a evolução física do volante Gustavo Cuéllar, contratado para ser peça-chave em 2025, mas que ainda não conseguiu emplacar sequência de jogos sem dores musculares, exigindo novo ajuste no cronograma de condicionamento.
Entenda o quadro clínico: sem lesões graves, mas com resposta abaixo do esperado
De acordo com integrantes do departamento de futebol, Cuéllar não apresenta lesões estruturais — exames não indicam rupturas nem contusões crônicas. Mesmo assim, o índice de fadiga muscular permanece alto quando o atleta supera dois ou três jogos consecutivos, provocando paradas que quebram o ritmo competitivo.
O clube recorreu ao mesmo protocolo utilizado com Francis Amuzu em 2024, quando o atacante ganhou potência e minutos em campo. O modelo integrou trabalho de força, controle de carga e microciclos específicos. Para o colombiano, porém, a absorção dos estímulos não replicou o sucesso do case anterior, elevando o nível de frustração interna.
Raio-X de Gustavo Cuéllar
- Idade: 33 anos
- Altura: 1,78 m | Peso: 73 kg
- Partidas pelo Grêmio (2025): 17 jogos | 1.166 minutos em campo
- Sequência máxima: 3 jogos seguidos antes de relatar dores
- Histórico prévio: 144 jogos pelo Flamengo (2016-2019), 98 pelo Al-Hilal (2019-2023)
- Média de desarmes no Grêmio: 2,4 por jogo (n° superior à média de 1,9 na era Flamengo)
Impacto tático: meio-campo perde o ‘pivô’ de marcação
Quando disponível, Cuéllar atua como primeiro volante no 4-2-3-1 de Renato Portaluppi, liberando Villasanti para maior chegada à área. Sem a presença do colombiano, o setor precisa de recomposição: Carballo assume a função, mas o uruguaio tem características de saída curta, não de quebra de linhas por passes longos, alterando a dinâmica ofensiva.
Em 2025, o Grêmio sofreu 1,42 gol por jogo sem Cuéllar, contra 0,93 com o colombiano em campo. A estatística reforça a importância do camisa 25 na fase defensiva, sobretudo na proteção à dupla de zaga.
Calendário de 2026 pressiona decisões
Com a estreia na Libertadores marcada para 02/04 e 18 datas garantidas até junho entre Campeonato Gaúcho e Brasileiro, o clube trabalha com três cenários:
Imagem: Lucas Uebel
- Retorno gradual: limite de 60 minutos por jogo até março, crescendo conforme resposta fisiológica.
- Rotação de elenco: alternar Cuéllar com Carballo e Dodi, evitando sobrecarga em semanas de jogos decisivos.
- Mercado de transferências: monitorar oportunidade de um volante de imposição física caso a adaptação não avance.
O que esperar dos próximos passos
A comissão técnica adotará métricas objetivas — distância percorrida, acelerações acima de 19 km/h e tempo de recuperação — para definir a reintegração total de Cuéllar até o fim de fevereiro. Caso o volante alcance os parâmetros, ganha peso para ser titular na fase de grupos da Libertadores. Do contrário, o departamento de futebol poderá reavaliar a profundidade do elenco ainda na janela de meio de ano.
Em resumo, o Grêmio trata a situação de Gustavo Cuéllar como prioridade de curto prazo. A resolução determinará não apenas o equilíbrio defensivo, mas também a estratégia de mercado e a gestão de minutos do plantel em um calendário cada vez mais congestionado.
Com informações de Portal do Gremista