Porto Alegre (28.jan.2026) — O CEO do Grêmio, Alex Leitão, confirmou durante participação no Charla Podcast que o clube não dividirá mais patrocinadores com o rival local. A medida, válida a partir dos próximos contratos, marca uma guinada na política comercial tricolor, que passa a buscar acordos exclusivos para potencializar receitas e fortalecer a própria marca.
Por que o fim do patrocínio casado muda o jogo financeiro do Grêmio
Segundo Leitão, o modelo compartilhado — prática quase restrita a Porto Alegre — limitava a personalização de entregas e diluía o valor percebido do espaço de marca gremista. Ao optar pela autonomia, o Grêmio ganha liberdade para negociar naming rights, propriedades digitais e ativações focadas exclusivamente em sua torcida, potencializando o retorno sobre investimento (ROI) para futuros parceiros.
Benchmark nacional: o que fazem outros grandes clubes
O dirigente citou Atlético-MG e Cruzeiro como exemplos de equipes que, mesmo dividindo a mesma praça, possuem carteiras de patrocinadores independentes. Em São Paulo e Rio, a lógica também é individualizada: Corinthians e Palmeiras ou Flamengo e Fluminense raramente repetem o mesmo patrocinador máster. O movimento gremista, portanto, alinha o clube ao padrão dos principais mercados do país.
Raio-X das receitas tricolores
- Patrocínio e publicidade representaram, historicamente, entre 10% e 15% da receita operacional do Grêmio, segundo balanços financeiros recentes do clube.
- Cota de TV e bilheteria ainda lideram o faturamento, mas a diretoria vê nos acordos comerciais a principal avenida de crescimento sem dependência de vendas de atletas.
- Com a individualização, o departamento de marketing projeta ampliar a concorrência entre marcas interessadas e negociar valores superiores ao formato anterior.
Impacto esportivo: mais caixa para reforços e infraestrutura
Uma arrecadação comercial maior pode refletir diretamente no orçamento para contratações e na modernização do CT Presidente Luiz Carvalho. Em um calendário que pode incluir Libertadores e Mundial de Clubes, a capacidade de investimento será determinante para manter elenco competitivo e profundidade de banco.
Próximos passos e cronograma
A diretoria trabalha em um portfólio modular de propriedades (camisa, placas no CT, conteúdos digitais e experiências B2B/B2C) que será apresentado ao mercado ainda no primeiro trimestre de 2026. A expectativa é fechar o novo patrocinador máster antes do início do Campeonato Brasileiro para aproveitar a exposição de mídia nacional.
Imagem: Lucas Uebel
Conclusão prospectiva — olho no futuro: Ao romper com o “pacote duplo”, o Grêmio cria espaço para acordos sob medida, reforça sua identidade e abre caminho para um salto de receita recorrente. Se o modelo for bem-sucedido, o clube pode se posicionar como case de marketing esportivo no Brasil, influenciando inclusive outras praças que ainda adotam práticas semelhantes.
Com informações de Portal do Gremista