Porto Alegre (26/12/2025) — O analista Guerrinha voltou a cobrar a contratação de um camisa 10 para o Grêmio e citou o venezuelano Jefferson Savarino, do Botafogo, como nome capaz de preencher a lacuna criativa que persiste no elenco tricolor.
Por que o Grêmio ainda busca um articulador
Desde o retorno à Série A, o Grêmio vem alternando bons momentos ofensivos com dificuldade de controlar o ritmo quando pressionado. Em 2025, a equipe de Luís Castro registrou média de 52% de posse por jogo, mas caiu para 45% nos últimos 15 minutos das partidas — justamente o intervalo em que sofreu 37% dos gols (dados da CBF, até a 35ª rodada). Sem um meia clássico, o time depende de transições rápidas de pontas e laterais, perdendo lucidez na troca de passes curtos.
O perfil tático de Savarino e o encaixe no modelo de Luís Castro
Escalado majoritariamente pela direita no Botafogo, Savarino tem mobilidade para atuar por dentro e costuma pisar na entrelinha, recurso valorizado por Castro para atrair marcações e liberar os laterais. O venezuelano entrega:
- Alta frequência de participação em gols: 0,52 G+A* por 90 min em 2025;
- Visão de último passe: média de 2,1 passes-chave/partida (StatsBomb);
- Explosão curta e drible: 55% de sucesso em 1×1 ofensivos.
*G+A = gols + assistências.
Raio-X do possível reforço
- Idade: 29 anos
- Contrato atual: Botafogo até dezembro/2027
- Jogos em 2025: 30
- Gols/assistências em 2025: 7/8
- Participações em gols na carreira (Série A): 35 em 78 partidas
- Valor de mercado estimado (Transfermarkt): € 6 milhões
Entraves de mercado e cenário familiar
Fontes próximas ao jogador indicam que a família prefere permanecer no Rio de Janeiro, fator que pode dificultar a negociação. Além disso, o Botafogo não sinaliza disposição para liberar o atleta sem compensação financeira significativa. O Grêmio estuda empréstimo com opção de compra, mas terá de equalizar valores de luvas e salários a partir de 2026, quando o orçamento prevê aumento de 12% na folha.
Imagem: Internet
Impacto projetado para a temporada 2026
Se concretizado, Savarino aumentaria a capacidade do Grêmio de atacar blocos baixos, problema recorrente diante de equipes que marcam em linha de cinco. A expectativa interna é que o venezuelano reduza a dependência de jogadas pelas pontas e eleve o índice de finalizações geradas pelo centro — hoje em 23%, o segundo menor entre os 12 primeiros do Brasileirão. Com Libertadores no horizonte, a diretoria entende que a presença de um meia cerebral pode ser o diferencial nos confrontos mata-mata.
No curto prazo, a discussão escancara uma prioridade: sem um articulador, o modelo proposto por Luís Castro corre risco de estagnar. A janela de janeiro será decisiva para saber se o Grêmio investirá em Savarino ou buscará alternativas que mantenham a ambição de brigar em cima no próximo ano.
Com informações de Portal do Gremista