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    Coluna PG l Luís Castro precisa se entender enquanto o Grêmio necessita de uma nova contratação

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    Porto Alegre (16/02/2026) — Em pouco mais de 45 dias de pré-temporada, o Grêmio segue sem definir uma espinha dorsal, enquanto a lateral-direita passa a ser tratada como lacuna urgente pela comissão técnica de Luis Castro e pela diretoria tricolor.

    Instabilidade na hierarquia do elenco

    Desde o início dos trabalhos, o técnico Luis Castro alterna titulares e reservas com frequência acima do habitual. Peças que começam uma partida entre os 11 iniciais podem, já no jogo seguinte, ficar fora até da lista de relacionados. Foi assim com Edenílson, Cristaldo, Roger Ibarra e Pavón. O efeito colateral é a dificuldade para criar automatismos coletivos, sobretudo no meio-campo e no terço final.

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    Saída de Edenílson muda o desenho do meio

    A negociação relâmpago que encerrou a passagem de Edenílson expôs o nível de indefinição. O meia havia sido titular no Morumbi e era considerado importante na circulação de bola entre as linhas. Sem ele, Luis Castro perde uma referência de posse e precisará redistribuir funções internas — algo que pode atrasar ainda mais a consolidação do modelo.

    Lateral-direita: o ponto mais vulnerável

    Marcos Rocha perdeu espaço após erros em sequência, e João Pedro tornou-se o único nome de confiança no momento. A sobrecarga física de atuar em todos os minutos recentes eleva o risco de lesão e obriga o clube a procurar reforço imediato, já que o time não dispõe de atletas de base prontos para assumir a titularidade.

    Raio-X da posição

    • Opções atuais: João Pedro (titular), Marcos Rocha (reserva em baixa)
    • Sistema tático: 4-2-3-1 que exige amplitude e profundidade pelo lado direito
    • Principais requisitos: vigor para atacar e recompor, qualidade no cruzamento e leitura defensiva em coberturas internas
    • Cenário de mercado: janela nacional ainda aberta; diretoria avalia nomes com experiência em Série A

    Impacto nos próximos compromissos

    O Grêmio estreia na fase principal do Campeonato Gaúcho em dez dias e tem clássico contra o Internacional agendado para o início de março. Sem reposição para a lateral-direita, Luis Castro corre o risco de manter improvisações ou sobrecarregar João Pedro, o que pode fragilizar a transição defensiva — setor que historicamente decide Gre-Nais.

    O clube entende que, além de preencher a lacuna, a chegada de um novo defensor pode estabilizar a hierarquia do elenco: com uma disputa interna mais clara, tende a diminuir a rotatividade excessiva e criar referências fixas em campo.

    Conclusão prospectiva: A diretoria gremista trabalha contra o relógio. Se conseguir trazer um lateral-direito antes do clássico, Luis Castro ganhará tempo para ajustar o sistema e, finalmente, estabelecer uma estrutura titular. Caso contrário, a instabilidade vista nas primeiras seis semanas pode se arrastar para as competições nacionais, aumentando a pressão externa e interna sobre o projeto esportivo.

    Com informações de Portal do Gremista

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