Porto Alegre (28/11/2025) — O Grêmio acelera o passo dentro e fora de campo na reta final da temporada. O clube projeta o retorno do meia colombiano Monsalve para o duelo de terça-feira (2) contra o Fluminense, mantém conversas para recolocar o Banrisul no espaço master da camisa em 2026 e avalia o custo de até R$ 3 milhões mensais para ter Luís Castro no comando técnico a partir do próximo ano.
Retorno de Monsalve: reforço pontual contra o Fluminense
Ausente dos últimos três compromissos por conta de uma pancada na canela sofrida em treinamento, Monsalve realizou trabalhos de transição física e foi liberado pelo departamento médico para atividades com bola. A comissão técnica pretende utilizá-lo já na próxima terça, na Arena, partida que antecede apenas o duelo derradeiro contra o Sport no Brasileirão.
Por que faz diferença? Sem o colombiano, o meio-campo gremista perdeu verticalidade e média de finalizações; nos jogos em que esteve fora, o time registrou 9,6 chutes por partida, contra 12,1 com ele em campo (dados internos do clube).
Banrisul pode reassumir o patrocínio master em 2026
Parceiro histórico do Tricolor entre 2001 e 2021, o Banrisul volta a ser cogitado no uniforme principal após a AlfaBet comunicar que não pretende renovar o atual contrato com a dupla Gre-Nal para além de 2025. Segundo apuração de César Cidade Dias (GZH), o banco estatal gaúcho já sinalizou interesse e estuda valores competitivos para retornar ao espaço mais nobre da camisa.
Contexto financeiro: em 2021, último ano de contrato, o Banrisul aportou cerca de R$ 30 milhões/ano. Ajustado pela inflação e pelo reposicionamento de mercado, o valor pode ultrapassar R$ 40 milhões em 2026, reforçando o orçamento para contratações e infraestrutura.
Luís Castro e a barreira de R$ 3 milhões mensais
Oferecido ao Grêmio para 2026, o português de 54 anos carrega passagens por Botafogo, Al-Nassr e Al-Duhail. Em 2024, durante sondagens de clubes brasileiros, o treinador pediu salário na casa de R$ 3 milhões mensais, valor considerado alto para a realidade do futebol nacional. A diretoria analisa o impacto na folha, hoje próxima de R$ 15 milhões/mês, e pondera a possível troca de comando técnico caso Mano Menezes não permaneça após o Brasileirão.
Imagem: Lucas Uebel
Raio-X dos números
- Monsalve em 2025: 18 jogos, 2 gols, 3 assistências, 89 % de passes certos (Fonte: Scout interno do Grêmio).
- Defesa do Grêmio sem o colombiano: média de 57 % de posse e 1,4 gol sofrido/jogo.
- Histórico Banrisul: 20 anos ininterruptos de patrocínio (2001-2021); retorno potencial acrescenta +8 % à receita anual projetada.
- Luís Castro no Botafogo (2022-23): 69 % de aproveitamento nos pontos conquistados como mandante.
O que muda para o Grêmio nos próximos jogos
Com Monsalve próximo do retorno, a equipe ganha uma opção de construção por dentro justamente contra um Fluminense que costuma congestionar a faixa central em bloco médio. Já os bastidores financeiros indicam fôlego extra para 2026, seja pela eventual volta do Banrisul, seja pela necessidade de adequar a folha caso Luís Castro avance nas negociações.
Conclusão prospectiva: Se confirmar o reforço no meio, firmar o patrocinador master e encontrar equilíbrio para arcar com uma comissão técnica de alto custo, o Grêmio caminha para iniciar 2026 com respaldo técnico e financeiro robusto. O resultado contra o Fluminense, no entanto, segue como termômetro imediato de como essas frentes extracampo impactarão o desempenho dentro dele.
Com informações de Portal do Gremista