Porto Alegre (27/12/2025) – O Grêmio oficializou nesta terça-feira a saída das diretoras Marianita Nascimento e Karina Balestra e confirmou que o futebol feminino voltará a ficar sob a tutela do Departamento de Futebol Profissional, movimento central do plano estratégico tricolor até 2026.
Por que a mudança foi feita?
De acordo com o clube, a realocação do futebol feminino busca unificar processos, otimizar recursos e padronizar metodologias já utilizadas pelas categorias masculina principal, de base e de transição. A direção acredita que a integração facilitará:
- Compartilhamento de dados de desempenho (GPS, análise de vídeo e scout);
- Acesso ao mesmo corpo médico e estrutura de fisiologia do CT Presidente Luiz Carvalho;
- Planejamento financeiro integrado, reduzindo sobreposições de orçamento.
Legado das dirigentes que se despedem
Marianita Nascimento esteve à frente do setor desde a reativação da equipe, em 2017/2018, período em que o Grêmio conquistou o acesso à Série A1 (2019) e implantou o primeiro contrato profissional para atletas femininas do clube. Reconhecida nacionalmente, ela passou a integrar a Calçada da Fama gremista em 2022.
Karina Balestra, diretora adjunta, liderou a modernização logística e a criação do núcleo de captação sub-17 feminino, base que hoje abastece o elenco principal.
Raio-X recente do time feminino
• Últimas três temporadas do Brasileirão Feminino A1
– Média de 1,3 gol marcado por jogo
– Média de 1,6 gol sofrido por jogo
– Percentual de posse: 49%
– Não alcança as quartas de final desde 2022
• Gaúcho Feminino 2024: vice-campeão, com 83% de aproveitamento.
Próximas peças da engrenagem
O clube anunciou a criação do cargo de executiva de mercado para o futebol feminino, profissional que ficará responsável por:
Imagem: reprodução
- Mapeamento de reforços e alinhamento à análise de dados do departamento profissional;
- Gestão de contratos e teto orçamentário;
- Captação de patrocínios específicos para a modalidade.
O perfil buscado é de gestão esportiva com vivência em compliance financeiro, seguindo o modelo utilizado por Corinthians e Palmeiras nos últimos anos, considerados benchmark na modalidade.
Impacto estratégico até 2026
Inserir o futebol feminino na mesma cadeia de decisão do masculino cria sinergias imediatas – da ciência de dados à performance física – e abre margens para economia de escala. Além disso, coloca o Grêmio em sintonia com exigências da CONMEBOL, que a partir de 2026 passará a condicionar licenciamento de clubes às políticas de igualdade de estrutura entre gêneros.
Com a redefinição de governança e a contratação da executiva de mercado prevista para o primeiro trimestre de 2026, a gestão projeta:
- Pontuação 15% maior no próximo Brasileirão A1;
- Retorno às quartas de final até 2027;
- Incremento de 20% na receita de patrocínios direcionados ao time feminino.
Conclusão prospectiva: a reformulação sinaliza que o Grêmio pretende transformar o futebol feminino em pilar estratégico de marca e desempenho esportivo. A nomeação da nova executiva, prevista para o início da pré-temporada, será o primeiro teste prático dessa integração – e pode redefinir o desenho competitivo do clube no cenário nacional nos próximos dois anos.
Com informações de Portal do Gremista