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    Guardiola: ‘Antes, a Premier League era a melhor liga do mundo. Depois disso, não é mais’

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    Manchester (13/03/2026) – Em entrevista no centro de treinamento do Manchester City, Pep Guardiola rebateu as críticas que surgiram após todos os clubes ingleses empatarem ou perderem na ida das oitavas de final da Champions League. Para o treinador, um único revés coletivo “não faz a Premier League deixar de ser a melhor liga do mundo” e evidencia apenas o equilíbrio do futebol europeu.

    O que motivou o debate

    A “semana negra” dos ingleses começou com a derrota do City por 3 × 0 para o Real Madrid e seguiu com Liverpool 0 × 1 Galatasaray, PSG 5 × 2 Chelsea e Atlético de Madrid 5 × 2 Tottenham. Arsenal e Newcastle, únicos a pontuar, ficaram em 1 × 1 diante de Bayer Leverkusen e Barcelona, respectivamente. O único triunfo do país em competições da UEFA veio na Liga Europa Conference, onde o Aston Villa superou o Lille por 2 × 0.

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    Contexto da temporada: menos brilho, mais bola parada

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    Nesta edição 2025/26, a Premier League vem sendo criticada pelo alto número de gols oriundos de bolas paradas e pelo jogo direto. Relatórios da própria liga apontam que pouco mais de um quarto dos tentos saíram em escanteios ou faltas laterais – a maior taxa desde 2017/18. A percepção é de um campeonato fisicamente intenso, mas com construção ofensiva mais acelerada e menos elaborada.

    Raio-X da campanha inglesa na Champions 2025/26

    • Fase de liga: cinco clubes entre os oito primeiros (Arsenal 100% de aproveitamento; Tottenham em 4.º).
    • Oitavas – ida: saldo negativo de −10 gols (2 empates, 4 derrotas).
    • Artilheiros ingleses: Saka (Arsenal) – 6 gols; Haaland (City) – 5 gols.
    • Defesas mais vazadas: Tottenham (11 gols sofridos em 9 jogos), Chelsea (10).

    Guardiola e Slot apontam variáveis externas

    Além de citar o amadurecimento de ligas emergentes – exemplificado por Guardiola ao lembrar o Bodo/Glimt, sensação norueguesa que bateu Sporting e Inter de Milão – os treinadores destacaram dois fatores:

    1. Amostra pequena: “Tirar conclusões depois de um jogo de mata-mata não é estatisticamente seguro”, frisou Arne Slot.
    2. Ausência de pausa de inverno: prática mantida na Inglaterra e abandonada pelos outros grandes centros, o que adiciona desgaste físico em março.

    O que esperar dos jogos de volta

    A maioria dos ingleses decidirá em casa – City, Liverpool, Chelsea e Tottenham recebem seus rivais diante de torcidas que historicamente pressionam (média superior a 95% de ocupação nos estádios). O Arsenal, favorito pelo regulamento do gol fora abolido, precisa apenas de uma vitória simples no Emirates, enquanto o Newcastle tentará transformar St. James’ Park em arma para surpreender o Barcelona.

    Impacto futuro: caso avancem ao menos três representantes, a Premier League manterá – na prática – a posição de liga com maior número de quartas-finalistas nas últimas cinco temporadas. Em caso de nova rodada negativa, a discussão sobre calendário, estilo de jogo e investimentos poderá pressionar as diretorias no próximo mercado de verão.

    Independentemente do desfecho, a percepção de “melhor liga do mundo” passa a depender menos de marketing e mais da resposta em campo na semana decisiva de abril, quando os ingleses terão a oportunidade de reconstruir a narrativa – ou confirmar que a Europa encurtou a distância técnica.

    Com informações de Trivela

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