Manchester (ING) — Erling Haaland foi o principal catalisador da vitória do Manchester City sobre o Napoli no Etihad Stadium, ao provocar a expulsão do lateral Giovanni Di Lorenzo e, depois, marcar de cabeça o único gol da partida que abriu a fase de grupos da Champions League para os atuais campeões.
Haaland, o “novo capitão sem braçadeira”
Além de somar o seu 50º gol em 49 jogos pela Champions — marca que nenhum outro jogador alcançou tão rápido —, Haaland demonstrou uma faceta de liderança incomum em centroavantes de 23 anos. Ao ser derrubado como último homem, o norueguês pressionou o árbitro Felix Zwayer com um gesto de “cartão vermelho”, atitude que, embora arriscada disciplinarmente, foi confirmada pelo VAR e resultou na expulsão de Di Lorenzo ainda no primeiro tempo.
Por que Guardiola aposta nesse perfil mais incisivo
Diferentemente da hesitação vista na final da Copa da Inglaterra — quando Haaland cedeu a cobrança de pênalti —, o atacante agora assume responsabilidades que vão além da finalização. Em entrevista recente, Pep Guardiola destacou a necessidade de “vozes altas” em campo após a saída de líderes experientes como Ilkay Gündogan e Riyad Mahrez. Haaland parece ter incorporado essa lacuna ao:
- Pressionar árbitros e adversários para acelerar o ritmo da partida;
- Puxar contragolpes, até então tarefa de Kevin De Bruyne, ausente por lesão;
- Orientar o posicionamento de Jeremy Doku e Phil Foden nos corredores.
Raio-X da partida
- Posse de bola: City 68% x 32% Napoli
- Finalizações: 17 (6 no alvo) x 4 (2 no alvo)
- Gols de Haaland em 2023/24: 6 em 7 jogos oficiais
- Cartões vermelhos provocados pelo City: 2 na temporada; ambos gerados por faltas em Haaland
Impacto na tabela e nos próximos compromissos
A vitória coloca o Manchester City na liderança do Grupo F, empatado em pontos com o Brighton mas à frente pelo saldo de gols. Mais importante, aumenta a confiança para o duelo de domingo contra o Arsenal no Emirates Stadium. Caso Haaland mantenha a postura proativa, Guardiola poderá usar o norueguês como primeira linha de pressão para neutralizar a saída de bola de Arteta, um setor que já sofreu 11 desarmes na Premier League.
O que esperar daqui para frente
A evolução comportamental de Haaland sugere um City menos dependente de De Bruyne na criação e mais vertical. Se o camisa 9 continuar combinando produção ofensiva com liderança, o time reduz a margem para quedas de rendimento semelhantes às que custaram pontos contra Tottenham e Brighton no início da temporada.
Imagem: Internet
Em síntese, o jogo contra o Napoli serviu como laboratório bem-sucedido: Haaland não apenas decidiu no placar, mas também no psicológico, moldando o cenário para uma campanha europeia onde cada detalhe conta.
Com informações de Manchester Evening News