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    Ex-Cruzeiro, Henrique obtém licença A da CBF e pode treinar equipes profissionais; veja

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    Quem: Henrique, ex-volante do Cruzeiro e auxiliar do Figueirense | O quê: concluiu a Licença A da CBF Academy | Quando: setembro de 2025 | Onde: Rio de Janeiro (curso) e Florianópolis (atual clube) | Por quê: certificação o habilita a treinar equipes profissionais no país.

    Da volância às pranchetas: a transição de Henrique

    Após pendurar as chuteiras em 2022, Henrique iniciou uma imersão nos bastidores do futebol. Passou por funções de executivo e auxiliar no Pouso Alegre antes de aceitar, em 2024, o convite para integrar a comissão técnica do Figueirense, clube em que foi revelado. A Licença A conquistada neste mês fecha o primeiro ciclo de qualificação do ex-jogador e o coloca, oficialmente, no radar para assumir o comando técnico de equipes profissionais.

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    O que é a Licença A da CBF?

    Dentro da pirâmide de certificações da CBF Academy, a Licença A é o penúltimo degrau – acima dela existe apenas a Licença Pro. O documento:

    • Autoriza o profissional a ser técnico principal em competições profissionais até a Série C e em divisões estaduais.
    • Permite atuar como auxiliar técnico nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
    • Exige mais de 360 horas de carga horária, estágio supervisionado e módulos sobre tática, análise de desempenho e gestão de grupo.

    Na prática, Henrique já cumpre o papel de auxiliar no Figueirense, mas agora não esbarra mais em barreiras burocráticas caso surja a oportunidade de assumir o time interinamente ou de receber propostas como treinador efetivo.

    Raio-X da carreira de Henrique

    • Jogos pelo Cruzeiro: 524 (2008-2011 e 2013-2020)
    • Títulos: 10 — Brasileirão (2013, 2014), Copa do Brasil (2017, 2018) e seis Campeonatos Mineiros
    • Passagens anteriores como auxiliar: Pouso Alegre (2023) e Figueirense (2024-25)
    • Formações concluídas: Licença B (2023) e Licença A (2025) da CBF

    Impacto imediato no Figueirense

    O Alvinegro catarinense disputa a Série C e convive com orçamento limitado. Ter um auxiliar certificado pela CBF amplia a autonomia da comissão em processos como:

    • Análise de desempenho: Henrique participou da implementação de plataformas de scout usadas nos jogos da Série C.
    • Gestão de elenco: sua experiência de 17 anos como atleta facilita o manejo de grupo, sobretudo com jovens promovidos da base.
    • Plano de sucessão: em caso de suspensão ou saída do técnico Elio Sizenando, o clube já possui um substituto regulamentado, evitando multas ou improvisos.

    Próximos passos e mercado

    Para se habilitar às Séries A e B como técnico principal, Henrique ainda precisará da Licença Pro, cuja turma mais recente está prevista para 2026. Até lá, o ex-volante tende a ganhar minutos de “banca” na beira do gramado, seja como interino do Figueirense ou candidato a vagas de times que buscam treinadores jovens e identificados com metodologias modernas.

    Conclusão prospectiva: a certificação de Henrique não apenas consolida sua migração de atleta para treinador, como também fortalece o Figueirense no curto prazo e adiciona um nome conhecido ao mercado de técnicos formados pela CBF. O próximo capítulo será monitorar se a Licença A se traduzirá em oportunidades de comando ainda em 2025 ou se o ex-volante aguardará a Licença Pro para alçar voos maiores.

    Com informações de Diário Celeste

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