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    Micro shin pads: Non-league club bans smaller shin pads after ‘unbearable’ injury to forward

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    Ilfracombe (Inglaterra) – O Ilfracombe Town, equipe da South West Peninsula League (oitavo nível do futebol inglês), proibiu o uso das chamadas caneleiras “micro” em todas as categorias depois que o atacante Riley Martin sofreu uma fratura de tíbia e fíbula em um choque com o goleiro do Bridport, no sábado (data do jogo). O jogo foi encerrado imediatamente e a decisão do clube foi anunciada no dia seguinte, citando a necessidade de reforçar a segurança dos atletas.

    Por que a fratura levou ao banimento imediato

    Segundo o presidente Nick Jupp, o estalo no momento da colisão foi “como um disparo de espingarda”. Embora o regulamento (Lei 4 das Regras do Jogo) exija a utilização de caneleiras, ele não define área mínima de cobertura. A Football Association (FA) divulgou nota lembrando que caneleiras muito pequenas “podem aumentar o risco de lesão” justamente por deixarem parte da perna desprotegida. Ao adotar o veto interno, o Ilfracombe se antecipa a qualquer mudança normativa nacional, alegando que caneleiras maiores poderiam ter amenizado o dano.

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    O que são as caneleiras “micro”

    No mercado britânico, modelos classificados como “micro” ou “mini” chegam a ter menos da metade da área de proteção dos tamanhos tradicionais. Jogadores profissionais, em busca de leveza e mobilidade, popularizaram a tendência – basta observar atletas da Premier League ajustando a meia para segurar placas quase do tamanho de um smartphone. Porém, ao contrário do futebol de elite, o ambiente semiprofissional carece de recursos médicos imediatos e gramados tão uniformes, o que amplia o risco potencial.

    Raio-X da segurança: dados que embasam a preocupação

    • Incidência de fraturas: O relatório de saúde da FA (2019) aponta que fraturas de tíbia/fíbula representam cerca de 4 % de todas as lesões registradas em competições amadoras.
    • Regra atual: Lei 4 exige apenas que a caneleira seja “totalmente coberta pelo meião, feita de material adequado e ofereça grau razoável de proteção”, sem detalhar dimensões mínimas.
    • Comparativo de área: um modelo tamanho “S” cobre, em média, 18 cm de comprimento; versões “micro” ficam em torno de 10–12 cm, deixando exposta parte superior da tíbia.

    Efeito cascata: outras equipes seguem o mesmo caminho

    Penistone Church (Barnsley) já havia implantado proibição semelhante após fratura em 2023, e diversos clubes de base no sudoeste da Inglaterra anunciaram medidas parecidas nas últimas 48 horas, segundo o próprio Jupp. Embora o órgão legislador IFAB declare não ter planos de rever a regra, cresce a pressão para que federações regionais definam parâmetros de tamanho mínimo – sobretudo em categorias de formação, onde a responsabilidade recai sobre técnicos, pais e responsáveis.

    O que pode mudar a partir de agora

    O veto do Ilfracombe Town é um sinal de alerta que pode acelerar discussões na FA sobre padronização de caneleiras, semelhante ao que já ocorre com chuteiras e protetores bucais no rugby. Caso a onda de proibições em clubes de base se amplie, lojistas e fabricantes terão de adaptar linhas específicas para atender às novas exigências, e árbitros podem passar a checar mais rigorosamente o equipamento durante a revista pré-jogo.

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    Imagem: Internet

    Próximos passos: a recuperação de Riley Martin deve levar meses, mas seu infortúnio já desencadeou um debate que pode redefinir a cultura de proteção no futebol não profissional inglês. A expectativa é de que a FA consolide dados das ligas regionais até o fim da temporada para decidir se encaminha proposta de mudança ao IFAB.

    Com informações de BBC Sport

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