São Paulo, 25 de abril de 2026 — O meia Rodriguinho, formado em Cotia, rejeitou as últimas propostas de renovação do São Paulo FC. Com contrato válido até 30 de junho de 2026, o jogador poderá assinar um pré-contrato com qualquer clube a partir de 1º de janeiro. Segundo apuração do Portal Hortolândia, o Bayer Leverkusen, da Alemanha, monitora a situação e estuda avançar para levá-lo sem custos de transferência.
Como o impasse começou
O debate contratual está travado desde setembro de 2025. O Tricolor ofereceu extensão até o fim de 2029, mas o staff do atleta considera que a proposta não reflete o potencial de valorização do meia. O próprio Rodriguinho atuou pouco na temporada passada, o que reforça, na visão de seus representantes, a necessidade de garantias esportivas e financeiras mais robustas.
O que o Bayer Leverkusen procura
Tradicional captador de talentos sul-americanos — já levou nomes como Renato Augusto e Paulinho — o clube alemão busca jovens versáteis para compor elencos enxutos, filosofia que se alinha ao perfil de Rodriguinho. Sob o comando de Xabi Alonso, o Leverkusen tem privilegiado meio-campistas com boa saída de bola e capacidade de pisar na área, atributos presentes no camisa 18 são-paulino.
Raio-X financeiro da operação
- Projeção original do SPFC: € 20 milhões (aprox. R$ 110 milhões) em eventual venda.
- Valor de rescisão atual: zero a partir de julho de 2026, caso não haja renovação.
- Economia salarial para o clube alemão: sem taxa de transferência, o bônus de assinatura tende a subir.
- Perda contábil para o São Paulo: o valor estimado não entraria no balanço, pressionando o fluxo de caixa.
Impacto técnico para o São Paulo
A saída de um meio-campista criativo afeta diretamente o setor que já carece de construção de jogo. Em 2025, o Tricolor terminou o Brasileirão com média de 1,1 gol marcado por partida, 12ª melhor marca da competição. Sem Rodriguinho, a diretoria precisará buscar reposição ou acelerar a promoção de outras joias de Cotia para sustentar a posse de bola e a produção ofensiva.
Calendário e próximos passos
• Até junho de 2026: janela para clube e jogador reabrirem negociações.
• 1º de janeiro de 2026: início do período legal para pré-contrato com clubes estrangeiros.
• Julho de 2026: término do vínculo; Rodriguinho poderia se apresentar ao Leverkusen já na pré-temporada europeia.
• Julho/Agosto de 2026: primeira janela europeia em que o São Paulo não receberia qualquer compensação financeira.
Imagem: Victor Mteiro
O que observar — A diretoria tricolor tenta evitar nova perda gratuita, como ocorreu com outros ativos formados no CFA Laudo Natel. Nas próximas semanas, a gestão buscará elevar a oferta de luvas e projetar maior minutagem ao atleta, mas o relógio corre: cada partida sem acordo eleva a chance de o Bayer Leverkusen garantir o reforço sem custos.
Para o torcedor são-paulino, a janela de meio de ano será decisiva; para o Leverkusen, a oportunidade de mercado está posta. Se nada mudar, o São Paulo não apenas perde um talento de Cotia, mas também abre mão de uma possível entrada de R$ 110 milhões em caixa, valor que poderia financiar reforços ou equilibrar as contas na temporada 2027.
Com informações de Nação Tricolor