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    England embrace a new frontier but Tuchel must be wary of hope and glory | Barney Ronay

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    Quem: Seleção da Inglaterra de Thomas Tuchel. O quê: Vitória por 3 x 0 sobre o País de Gales. Quando: 9 de outubro de 2025. Onde: Estádio de Wembley, Londres. Por quê: Amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026, com o técnico alemão tentando calibrar ritmo de jogo e, ao mesmo tempo, conter a crescente expectativa popular.

    Três gols em 20 minutos: diagnóstico de um início fulminante

    A partida praticamente foi resolvida antes da marca dos 20 minutos. Morgan Rogers abriu o placar ao aproveitar escanteio que passou por oito jogadores galeses estáticos. Em seguida, Ollie Watkins teve tempo de dominar, ajustar o corpo e concluir quase na linha do gol, selando o 2 x 0. O terceiro veio em jogada clássica de Bukayo Saka: corte da direita para o centro e finalização potente no ângulo.

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    Na prática, a postura passiva do time de Craig Bellamy ofereceu à Inglaterra um laboratório de ataque posicional sem maiores riscos defensivos. Para Tuchel, o resultado manteve a sequência de bons desempenhos iniciada na vitória sobre a Sérvia fora de casa, mas não forneceu parâmetros reais diante de rivais do primeiro escalão europeu.

    Por que Thomas Tuchel prega cautela

    Em sua coletiva pré-jogo, o treinador alertou que “não existe favoritismo inabalável” para 2026. O argumento se sustenta em números:

    • Apenas John Stones, entre os titulares, conquistou Premier League ou Champions League.
    • Com Harry Kane lesionado, o centroavante disponível foi Watkins, 29 anos, três gols nos últimos 25 compromissos pela seleção.
    • A última taça internacional inglesa segue sendo a Copa de 1966; desde então, o máximo foi a final da Euro 2020.

    Ou seja, há qualidade, mas não o hábito de vencer grandes finais — algo que França, Espanha e Portugal cultivam sistematicamente.

    England embrace a new frontier but Tuchel must be wary of hope and glory | Barney Ronay - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    Raio-X do amistoso

    • Posse de bola: Inglaterra 62% x 38% País de Gales
    • Finalizações: 15 (8 no alvo) x 6 (2 no alvo)
    • Desarmes certos: Declan Rice (5) e Marc Guéhi (4) lideraram a recuperação de posse
    • Estreias/testes: Morgan Rogers marcou em sua segunda aparição; Anthony Gordon entrou no segundo tempo para ganhar minutos como eventual opção pelos flancos

    Impacto futuro: teste real virá nos meses seguintes

    Até dezembro, a Inglaterra enfrentará Espanha e Itália em amistosos marcados pela federação. Será o primeiro termômetro contra seleções que combinam posse de bola qualificada e pressão alta — cenário mais próximo do encontrado em mata-matas de Copa. Além disso, Tuchel trabalha para recuperar Kane e inserir Jude Bellingham como motor de meio-campo, visando solidez que faltou nas últimas duas Copas.

    Conclusão: A goleada sobre Gales mantém o ambiente positivo e reforça a ideia de um elenco com profundidade, mas ainda insuficiente para se autoproclamar favorito absoluto. As próximas datas-Fifa indicarão se o discurso prudente de Tuchel será respaldado por performances diante das potências continentais.

    Com informações de The Guardian

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