Londres (16/10/2025) — Sob o comando de Thomas Tuchel, a seleção da Inglaterra encerrou as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 com 100% de aproveitamento — nove vitórias e nove jogos sem sofrer gols — e, segundo analistas, tem a melhor oportunidade de conquistar o torneio desde 1970.
Tuchel impõe realismo e clareza tática
Primeiro técnico da história inglesa a combinar Champions League vencida e experiência na Premier League, Tuchel trouxe um modelo direto: defender em bloco curto e atacar em velocidade. A abordagem eliminou o antigo dilema de “encaixar estrelas a qualquer custo” e abriu espaço para decisões corajosas, como deixar fora — por enquanto — nomes badalados que não se encaixam no plano de jogo.
Raio-X da campanha impecável
- 9 vitórias em 9 partidas (Grupo K).
- 0 gol sofrido; média de 2,7 gols marcados por jogo.
- 13 jogadores diferentes participaram diretamente de gols, sinal de repertório ofensivo coletivo.
- Pressão alta eficiente: índice de 9,2 recuperações em campo rival por partida (dados FA).
Onde ainda há lacunas
Mesmo com a solidez defensiva, Tuchel reconhece quatro posições críticas para enfrentar potências como Espanha, França ou Argentina:
- Volante de elite ao lado de Declan Rice.
- Zagueiro canhoto para equilibrar a saída curta.
- Lateral-esquerdo com mesma intensidade de Reece James pelo lado direito — Livramento tem sido testado.
- Reserva para Harry Kane; números mostram que Morgan Rogers, Eberechi Eze, Anthony Gordon e Jarrod Bowen somam apenas 6 gols em 59 jogos pela seleção.
Provável XI base hoje
Pickford; Reece James, Marc Guéhi, John Stones, Tino Livramento; Declan Rice, Elliot Anderson; Bukayo Saka, Eberechi Eze, Anthony Gordon; Harry Kane.
Coringas táticos: Cole Palmer (meia-atacante), Adam Wharton (volante), Jude Bellingham (retorno condicionado à função específica).
Imagem: Internet
Impacto para 2026: favoritismo com pés no chão
Ao evitar “jeitinhos” de última hora e priorizar um sistema coeso, Tuchel coloca a Inglaterra em pé de igualdade com as seleções que dominaram as últimas oito finais (Espanha, Alemanha e a França de Deschamps). A manutenção da invencibilidade até os amistosos pré-torneio será crucial para sustentar o alto índice de confiança do elenco.
Se mantiver a solidez defensiva e encontrar soluções ofensivas além de Kane, a Inglaterra pode transformar a frieza analítica de Tuchel em resultado histórico na América do Norte.
Com informações de The Guardian