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    Promotor que investiga Andrés e Duílio passa 4h30 no Corinthians e reúne documentação para processo: ‘Maior vítima é o clube’

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    São Paulo (SP) – 12/03/2026. O promotor Cássio Roberto Conserino, do Ministério Público de São Paulo, permaneceu cerca de 4 h 30 no Parque São Jorge nesta quinta-feira (12) para coletar documentos que embasam as investigações sobre supostos desvios praticados pelos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves. O objetivo é comprovar retiradas em espécie que, segundo planilhas já anexadas ao inquérito, somam R$ 3,5 milhões apenas durante a gestão de Andrés.

    O que motivou a nova ida do MP ao clube

    Após a juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves aceitar a denúncia contra Duílio em dezembro de 2025, o MP solicitou acesso a documentos originais que justifiquem gastos nos cartões corporativos entre 2018 e 2023. A diligência visou:

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    • Recolher pareceres do Conselho Fiscal (2021, 2024 e 2025) e do Conselho Deliberativo sobre a aprovação das contas;
    • Confirmar a abertura, pelo clube, de sigilos bancário e fiscal referentes aos saques em dinheiro;
    • Obter, em até dez dias, extratos que apontem os funcionários — citados como Denilson Grilo e João Odair de Souza — responsáveis pelos resgates em espécie.

    Raio-X das cifras investigadas

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    Valores sob análise

    Período Gestão Valor apontado Natureza
    2018-2020 Andrés Sanchez R$ 3,5 mi Saques em dinheiro
    2021-2023 Duílio M. Alves R$ 41.822,62 Gastos no cartão corporativo

    O MP ainda requer que Duílio devolva R$ 31.366,96 por danos materiais e, em outro processo, cobra de Andrés e Roberto Gavioli mais de R$ 480 mil já corrigidos.

    Impacto na governança e finanças do Corinthians

    Com dívida estimada em aproximadamente R$ 1,3 bilhão (balanço 2025), qualquer desfecho que resulte em ressarcimento é relevante ao fluxo de caixa alvinegro. Além disso, a atual diretoria, liderada por Osmar Stabile, usa o caso para reforçar um discurso de transparência, essencial para:

    • Negociações com patrocinadores estratégicos, que exigem conformidade e boa governança;
    • Recuperação da credibilidade junto a conselheiros e sócios-torcedores;
    • Atração de investidores externos, sobretudo em projetos de naming-rights e da Arena Corinthians.

    Próximos passos do processo

    O clube tem cinco dias para entregar a íntegra dos pareceres faltantes e dez dias para enviar extratos bancários. A partir desses documentos, o MP poderá oferecer denúncia complementar ou aditar a peça inicial, elevando o risco de condenação e, consequentemente, de indenizações que retornem ao caixa corintiano.

    Perspectiva: Caso o Ministério Público confirme a materialidade dos saques e dos gastos irregulares, o Corinthians poderá habilitar-se como assistente de acusação para acelerar a recuperação dos valores. O desfecho do processo também servirá de termômetro para futuras reformas estatutárias que endureçam o controle de despesas presidenciais no clube.

    Com informações de ESPN Brasil

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