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    Campeão da F1 critica postura do presidente da Ferrari após fala polêmica sobre Hamilton e Leclerc – Portal

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    Quem: Jenson Button, campeão mundial de 2009. O quê: criticou o presidente da Ferrari, John Elkann, por comentários sobre uma possível contratação de Lewis Hamilton e as consequências para Charles Leclerc. Quando e onde: declaração concedida em entrevista na última semana, repercutindo nos principais veículos internacionais. Por quê: segundo Button, a fala pública do dirigente “desestabiliza” o piloto titular e revela falta de foco da equipe em seus problemas de desempenho.

    A fala polêmica que gerou a reação

    John Elkann afirmou que “as portas de Maranello estão sempre abertas” para Lewis Hamilton, ao mesmo tempo em que elogiou Charles Leclerc, mas sem garantir o monegasco como peça central de longo prazo. Para Button, esse tipo de declaração “minimiza” o atual primeiro piloto e cria especulações internas em um momento em que a escuderia precisa de estabilidade técnica.

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    Leclerc (ainda) é o líder da Ferrari — e os números mostram isso

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    Raio-X de Charles Leclerc nas últimas três temporadas:

    • Pódios: 16
    • Poles: 11 — apenas Max Verstappen (18) conquistou mais no mesmo período.
    • Médias de classificação: P3,4 em 2022; P4,1 em 2023 (até Mônaco)
    • Pontos para a equipe: 62 % do total ferrarista desde 2022.

    Ou seja, além de ser o maior pontuador interno, Leclerc ainda carrega a responsabilidade de validar as atualizações aerodinâmicas — motivo pelo qual Button vê risco na falta de respaldo público.

    Hamilton na Ferrari: reforço de marketing ou solução técnica?

    A Ferrari conhece bem o valor comercial do heptacampeão: segundo estudo da Formula Money, Hamilton adiciona cerca de US$ 47 milhões anuais em exposição de marca. Tecnicamente, porém, o britânico teria de se adaptar a um carro que historicamente exige estilo de frenagem mais agressivo — característica diferente da Mercedes dos últimos anos.

    Retrato de 2023: onde a Ferrari realmente perde tempo

    Pontos até o GP de Mônaco: 122 (4.º lugar no Mundial de Construtores).
    Média de ritmo de corrida vs. Red Bull: +0,54 s por volta.
    Perdas de performance mapeadas:

    1. Saída de curva lenta: 42 % do déficit total.
    2. Gestão de pneus médios: 0,2 s por volta após a volta 15.
    3. Paradas nos boxes: 0,35 s acima da média da McLaren, hoje referência.

    Para Button, debater pilotos antes de resolver esses “gargalos” pode custar mais pontos que qualquer hipotética contratação.

    Impacto futuro: o que esperar até o fim da temporada

    Caso a polêmica se prolongue, a Ferrari corre o risco de perder foco no desenvolvimento do pacote de atualização previsto para o GP da Grã-Bretanha, onde pretende reduzir em 0,25 s a diferença para a Red Bull. Além disso, um ambiente de incerteza pode pesar na renovação de contrato de Leclerc (vigente até 2024) e influenciar o mercado de pilotos de 2025.

    Conclusão prospectiva: As palavras de Elkann acendem um alerta sobre a gestão de pessoas em Maranello. Se a diretoria não alinhar discurso e planejamento técnico, a Ferrari pode chegar a 2024 dividida entre reconquistar terreno na pista ou apenas protagonizar a próxima grande novela do paddock.

    Com informações de BandSports

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