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    Como Kawhi negou ida aos Lakers por se recusar a jogar ao lado de LeBron e o que assistir no Disney+

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    Los Angeles (EUA), 20 de fevereiro de 2026 — Em 2019, Kawhi Leonard decidiu trocar o então campeão Toronto Raptors pelo LA Clippers e descartou atuar ao lado de LeBron James nos Lakers. A escolha, motivada por rejeição a dividir protagonismo com a estrela e amparada pela exigência de ter Paul George como parceiro, redesenhou a disputa na Conferência Oeste e ainda ecoa no clássico que será transmitido nesta sexta-feira (20), à meia-noite, no Disney+.

    Os bastidores da decisão: por que Kawhi disse “não” aos Lakers

    De acordo com apuração do jornalista Bruce Arthur (Toronto Star), após conquistar o título pelos Raptors, Leonard tornou-se agente livre irrestrito e colocou uma lista de exigências para permanecer no Canadá — entre elas, participação acionária em franquias da MLSE e patrocínios anuais de US$ 10 milhões. Com a negativa de Toronto, ele voltou-se à Califórnia, seu estado natal.

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    Nos Lakers, existia a chance de compor um trio histórico com LeBron James e Anthony Davis (que chegaria semanas depois). Porém, a presença do “King” pesou contra. Leonard, segundo Arthur, “não queria jogar com LeBron”. Já os Clippers sinalizaram que atenderiam à principal exigência esportiva: trocar por Paul George, então destaque do Oklahoma City Thunder. A franquia enviou Shai Gilgeous-Alexander, Danilo Gallinari, cinco escolhas de primeira rodada e dois swaps para fechar o negócio.

    Radiografia do impacto 2019–2025

    • Lakers: título da NBA em 2019/20, aumentando a coleção para 17 troféus; chegada de Luka Doncic em 2024/25 consolidou nova dupla de estrelas com LeBron.
    • Clippers: melhor campanha 2020/21 e única final de Conferência (derrota para o Suns); não chegaram às Finais da NBA no período.
    • Disponibilidade das estrelas: Leonard entrou em quadra em 221 dos 410 jogos possíveis de temporada regular (54%); George, em 278 (68%). A dupla atuou junta apenas em 142 partidas.
    • Eficácia em Playoffs: Clippers 20-18 em séries; Lakers 25-14, com um anel.

    Aspecto tático: como as escolhas moldaram os elencos

    Clippers – O sistema de Tyronn Lue (e antes Doc Rivers) girou em torno de dois astros versáteis nas alas que alternam responsabilidades ofensivas. A profundidade de elenco, porém, ficou limitada após o “all-in” por George. Lesões frequentes de ambos reduziram a consistência defensiva – ponto forte quando disponíveis (rating defensivo 108,4 em jogos com a dupla; 113,7 sem).

    Lakers – Sem Kawhi, o front office priorizou proteção de aro e criação secundária para LeBron. A adição de Davis trouxe defesa de elite (líder em tocos 2019/20). A chegada de Doncic deslocou LeBron para funções mais off-ball, reduzindo sua carga de criação em meia-quadra e prolongando sua longevidade.

    Como isso afeta o clássico de hoje

    Sete anos depois, o roteiro ainda define as forças em quadra: os Lakers chegam com LeBron, Doncic e Davis, responsáveis por 63,1% dos pontos da equipe nesta temporada. Do outro lado, Leonard tenta comandar um Clippers reformulado após a saída de George para o 76ers. Terence Mann e Norman Powell ganharam minutagem, mas o time perdeu 22,4 pontos de média gerados por PG-13.

    Projeção futura

    Se manterem a atual trajetória, os Lakers vislumbram superar os Celtics como maior campeão da NBA (ambos têm 17 títulos). Já os Clippers, ainda sem troféu, encaram a urgência de provar que o investimento de 2019 ainda pode render retorno antes do término do contrato de Leonard em 2027.

    O duelo desta noite é mais que um jogo de temporada regular: é a colisão de duas filosofias traçadas a partir de uma escolha feita em 2019. A resposta sobre quem alavancou melhor seu projeto — a franquia que atraiu Kawhi ou a que foi rejeitada — continua aberta e ganha mais um capítulo sob os holofotes do Disney+.

    Com informações de ESPN.com.br

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