Roma (12.dez.2025) – A diretoria da Lazio corre contra o tempo para entregar ao técnico Maurizio Sarri um meia de criação já na próxima janela de janeiro. O treinador indicou apenas posições, mas deixou claro que precisa de um “camisa 10” pronto para jogar imediatamente. Com orçamento limitado e risco de perder peças importantes, o clube avalia nomes que cabem no caixa e no sistema tático.
Por que Sarri exige um armador experiente?
Sarri vê no setor de criação o elo mais frágil de seu 4-3-3. Desde o início da Serie A 2025/26, a equipe alterna bons momentos de posse com dificuldade para acelerar por dentro. Um meia capaz de quebrar linha e decidir perto da área apareceria como antídoto: na temporada anterior, a Lazio anotou 59 gols (média de 1,55 por jogo), mas 43% deles saíram em transições ou bolas paradas – indício de pouca inventividade posicional.
Alvos no radar: de “regalo” caro a oportunidade de mercado
Segundo o diretor esportivo Angelo Fabiani, os nomes acompanham duas linhas:
- Perfis consolidados: Ivan Ilić (Torino) e Lazar Samardžić (Atalanta) custariam entre €12 milhões e €15 milhões – valores sujeitos a trocas, como o atacante Tijjani Noslin envolvido no negócio com o Toro.
- Excedentes de grandes clubes: possíveis empréstimos de atletas sem espaço nas potências europeias, estratégia preferida de Lotito para manter a folha salarial sob controle.
Raio-X dos candidatos
Ivan Ilić – 24 anos, destro, 1,82 m. Na atual Serie A, participa de 0,18 gols/90’ e acerta 88% dos passes no terço final. Bom contra-pressing, mas preço alto.
Lazar Samardžić – 23 anos, canhoto, 1,84 m. Jogou 5 das 11 partidas do Atalanta como titular em 2025/26, porém mantém 2,4 finalizações/90’ e média de 1,9 passes-chave/90’ – dados que atraem Sarri para aumentar imprevisibilidade.
Equilíbrio financeiro: “uma entrada para cada saída”
O presidente Claudio Lotito impôs meta de saldo zero. A venda que poderia destravar a operação é a de Mattéo Guendouzi: o Sunderland, da Premier League, prepara oferta robusta. Caso o volante saia, o clube abriria espaço salarial para um reforço de impacto, além de receita imediata.
Capítulo renovações: Basic e Marusic no foco
Em paralelo, a Lazio tenta evitar perdas gratuitas:
Imagem: Internet
- Toma Basic – contrato 30.jun.2026, pedido de reajuste para vínculo até 2028. Virou peça-chave de Sarri pela leitura tática e 92% de passes certos na temporada.
- Adam Marušić – contrato 30.jun.2026, clube oferece extensão até 2027 com opção de mais um ano. É o atleta de linha com mais minutos desde 2021/22.
Sem acordo, ambos poderiam assinar pré-contrato em julho, obrigando a diretoria a buscar mais dois titulares no meio do ano.
O que muda na temporada 2025/26?
• Curto prazo – A chegada de um armador experiente agregaria criatividade imediata e aliviaria o peso sobre Luis Alberto, hoje sobrecarregado na função.
• Médio prazo – Se Guendouzi sair e não houver reposição à altura, a consistência defensiva pode ser afetada (Lazio sofreu 39 gols em 38 jogos na Serie A passada).
• Longo prazo – Renovar Basic e Marusic mantém a espinha de 7-8 jogadores citada por Sarri, reduzindo a necessidade de mercado no verão europeu.
Conclusão prospectiva
A janela de janeiro será um xadrez financeiro: Sarri precisa de um camisa 10 testado, mas a diretoria só avançará se vender ou liberar salários. Entre negociações de compra, empréstimos e renovações, o biancoceleste terá semanas intensas que podem redefinir a ambição no segundo turno da Serie A.
Com informações de Corriere dello Sport