São Paulo, 26 de novembro de 2025 — A presidente Leila Pereira descartou qualquer teoria de favorecimento ou prejuízo da arbitragem para explicar a sequência de cinco partidas sem vitória do Palmeiras. Em evento da CBF na capital paulista, a dirigente classificou o momento como “incapacidade nossa”, alinhando-se à visão do técnico Abel Ferreira de que o desempenho, e não o apito, faz a diferença na reta final do Campeonato Brasileiro.
Leila reforça autocrítica em evento da CBF
Diante de presidentes de clubes e do próprio mandatário da CBF, Samir Xaud, Leila adotou tom pragmático: “Não posso terceirizar responsabilidade. Foi por incapacidade nossa”, declarou. A fala contrasta com o histórico recente de críticas generalizadas à arbitragem brasileira, tema que norteou boa parte do encontro. Ao colocar o foco no desempenho interno, a presidente sinaliza um ambiente de cobrança e correção de rota antes dos jogos decisivos que se aproximam.
Sequência negativa expõe desafios táticos
Nas últimas cinco rodadas do Brasileirão, o Palmeiras perdeu fôlego ofensivo e viu a diferença para o líder Flamengo subir para cinco pontos. A equipe de Abel Ferreira mantém média de finalizações semelhante ao seu padrão anual, mas a conversão em gols caiu, indicador de que a eficácia nas conclusões precisa ser revista. Defensivamente, o time também sofreu mais do que a média da temporada, algo incomum para um sistema que se notabilizou pela compactação e pela agressividade na pressão pós-perda.
Internamente, nota-se que Abel tem priorizado a rotação de elenco visando a final da CONMEBOL Libertadores. O preço dessa estratégia tem sido uma queda de rendimento de peças-chave, afetadas por minutagem elevada ao longo do calendário brasileiro.
Raio-X: o momento palmeirense
- Classificação atual no Brasileirão: 2º lugar, 70 pontos (5 a menos que o Flamengo).
- Sequência recente: 5 jogos sem vencer (0 vitória, 3 empates, 2 derrotas).
- Próximos compromissos:
- Flamengo (campo neutro) – 29/11, 18h – Final da Libertadores.
- Atlético-MG (fora) – 03/12, 21h30 – Brasileirão.
- Ceará (fora) – 07/12, 16h – Brasileirão.
- Objetivo imediato: conquistar o tetracampeonato da Libertadores e seguir vivo na briga pelo Brasileirão.
O que muda para os próximos compromissos
A responsabilidade assumida publicamente por Leila tende a redirecionar a cobrança interna para fatores de desempenho mensuráveis: eficiência ofensiva, disciplina tática e gestão física do elenco. No curto prazo, a final continental contra o Flamengo ganha peso estratégico: um triunfo em Lima pode servir de gatilho psicológico para a reta decisiva do Brasileirão, enquanto uma derrota ampliaria a pressão.
Imagem: Internet
Com relação à arbitragem, o discurso institucional de não atribuir resultados ao apito evita criar ruídos adicionais antes de um duelo de alto risco emocional. A postura pode também influenciar o clima no vestiário, afastando distrações e focando a preparação técnica.
Perspectiva: Se converter a autocrítica em ajustes de campo, o Palmeiras ainda tem condição matemática e psicológica de brigar pelos dois títulos restantes em 2025. A próxima semana, marcada pela final da Libertadores e pela retomada do Brasileirão fora de casa, será o termômetro para medir até onde vai essa capacidade de reação.
Com informações de ESPN Brasil