Doha (Qatar), 9/12/2025 – Em entrevista à ESPN antes da estreia no Intercontinental contra o Cruz Azul, marcada para esta quarta-feira (10), o zagueiro Léo Pereira destacou semelhanças e diferenças entre Filipe Luís, atual técnico do Flamengo, e Jorge Jesus, comandante da histórica temporada de 2019. Segundo o camisa 4, ambos mantêm alto nível de cobrança, mas o ex-lateral “passa leveza ao grupo”, enquanto o português era “muito mais bravo e incisivo”.
Dois técnicos, um DNA vencedor
Filipe Luís chegou ao cargo de treinador profissional em outubro de 2024. De lá para cá, conquistou Brasileirão, Libertadores 2025, Copa do Brasil 2024, Carioca e Supercopa 2025, repetindo a rotina de títulos que Jorge Jesus inaugurou em 2019 com o inédito bi da equipe naquele ano (Brasileirão + Libertadores).
Cobrança similar, personalidade distinta
Léo Pereira descreveu os dois trabalhos como “similares e muito exigentes”. A diferença, segundo ele, reside na abordagem:
- Jorge Jesus: cobrança direta, tom mais duro, intervenção constante a cada erro no treino.
- Filipe Luís: detalhista nas orientações táticas, porém com comunicação mais suave, estimulando protagonismo dos atletas.
Para o elenco, a mudança afeta o ambiente diário: o grupo 2025 relata menor tensão, mas sem perda de intensidade.
Raio-X comparativo dos técnicos
Títulos oficiais:
- Jorge Jesus (2019-2020): Libertadores 2019, Brasileirão 2019, Recopa Sul-Americana 2020, Supercopa 2020, Carioca 2020.
- Filipe Luís (2024-2025): Libertadores 2025, Brasileirão 2025, Copa do Brasil 2024, Carioca 2025, Supercopa 2025.
Dados de desempenho*:
- Jorge Jesus 2019 – Brasileirão: 81 pontos, 90 gols a favor, 37 contra (melhor ataque, segunda melhor defesa).
- Filipe Luís 2025 – Brasileirão: liderança da competição desde a 12ª rodada e melhor saldo até o fim; números finais ainda não divulgados oficialmente pela CBF.
*Dados públicos da CBF e Conmebol. Para a temporada 2025, aguarda-se publicação do relatório estatístico completo.
Imagem: Internet
O que está em jogo no Intercontinental
Além do título inédito no formato atual, a partida contra o Cruz Azul serve como vitrine internacional para o modelo de jogo de Filipe Luís. O calendário curto (semifinal dia 10 e eventual final dia 13) exigirá do elenco a mesma intensidade cobrada por Jorge Jesus em 2019, mas com a flexibilidade tática introduzida pelo novo treinador – variação entre linha de 4 e saída com 3 defensores, ponto em que Léo Pereira tem papel central.
Impacto projetado para 2026
Se confirmar o título no Qatar, o Flamengo consolidará Filipe Luís como “técnico multimercado”, atraindo receitas de premiação e ampliando a cotação de atletas para a janela europeia de inverno. No campo, a tendência é de manutenção do elenco base, mas com procura por laterais que sustentem a construção por dentro – uma das marcas do ex-lateral. A adaptação bem-sucedida dessa ideia pode definir o rubro-negro como favorito a repetir a dobradinha Libertadores-Brasileirão em 2026.
Conclusão: A comparação feita por Léo Pereira reforça a transição de comando mais suave do que parecia possível após a era Jorge Jesus. A cobrança permanece, mas a “leveza” de Filipe Luís pode ser o diferencial psicológico para novos ciclos de conquistas. O Intercontinental indicará se o Flamengo já atingiu maturidade plena sob o novo gestor ou se ainda restam ajustes para 2026.
Com informações de ESPN Brasil