Belo Horizonte (MG), 18/06/2024 – O meio-campista Alan Franco, titular absoluto do Atlético-MG de Jorge Sampaoli, deixou o amistoso entre Equador e Nova Zelândia aos 20 minutos do primeiro tempo com dores na coxa direita e viajará direto ao Paraguai para avaliação do departamento médico alvinegro, quatro dias antes da final da Copa Sul-Americana contra o Lanús.
O que aconteceu
Em Guayaquil, o Equador venceu a Nova Zelândia por 2 × 0, mas a notícia que repercutiu em Belo Horizonte foi a saída precoce de Alan Franco. Segundo jornalistas equatorianos ouvidos pelo portal Fala Galo, o desconforto não parece grave e a substituição ocorreu por precaução. O Atlético, porém, adota postura conservadora e só definirá a situação do atleta após exames em Assunção.
Por que Alan Franco é peça-chave para Sampaoli
Desde que voltou a trabalhar com Sampaoli, Franco tornou-se o termômetro do meio-campo no esquema 4-3-3: é o responsável por acelerar a saída de bola, fazer a conexão com os extremos e ainda pressionar alto sem a posse. Nas quartas e semifinais da Sul-Americana, participou diretamente de três gols – dois assistência e uma finalização que gerou rebote aproveitado por Hulk.
Raio-X do meio-campista em 2024
- Partidas: 32
- Minutos em campo: 2.376
- Gols: 4
- Assistências: 5
- Desarmes por jogo: 2,1
- Passes certos (%) : 88,4
- Participação em 27 % dos gols do time na Sul-Americana
Planos B de Sampaoli para a decisão
Caso o equatoriano seja vetado, Sampaoli tem quatro opções de perfil distinto:
- Gabriel Menino – maior qualidade no passe longo, mas menor intensidade defensiva.
- Patrick – infiltra mais na área, bom jogo aéreo, porém não oferece mesma cadência.
- Fausto Vera – volante de marcação forte; mudança levaria Zaracho a ser o meia construtor.
- Igor Gomes – meia híbrido, ajuda na pressão alta, mas não tem mesma leitura de cobertura.
Impacto tático contra o Lanús
Enfrentar o time argentino sem Franco exigiria ajustes na transição defensiva, ponto vulnerável do Atlético que sofreu 11 gols em contra-ataques na temporada. Menos mobilidade no centro pode obrigar Sampaoli a recuar um extremo para compor por dentro ou a adiantar um dos laterais para gerar superioridade numérica.
Imagem: Andrés Carrazo
Independentemente do resultado dos exames, a comissão técnica tratará o equatoriano em regime de fisioterapia intensiva até sábado. Nos bastidores, a estimativa é de que o jogador tenha de 48 a 72 horas para mostrar evolução clínica e, só então, ser liberado para os treinos táticos finais.
Conclusão prospectiva: se a reavaliação confirmar apenas fadiga muscular, Franco tende a iniciar a final e manter a espinha dorsal que levou o Galo ao Paraguai. Caso contrário, Sampaoli será forçado a remodelar o meio-campo, o que pode alterar não só o volume ofensivo como o equilíbrio defensivo da equipe na partida que vale o troféu continental.
Com informações de Fala Galo