Manchester, 23 de fevereiro de 2026 – A meio-campista inglesa Ella Toone, de 26 anos, é uma grande dúvida para a final da Women’s League Cup diante do Chelsea, marcada para 15 de março, após o técnico Marc Skinner confirmar que a recuperação de uma lesão no quadril deve se estender além da data da decisão.
Lesão no quadril e previsão de retorno
No início do mês, Skinner estimou um prazo de cerca de seis semanas para que Toone voltasse a treinar com o grupo. No entanto, o treinador reconheceu nesta sexta-feira que “provavelmente a final chegará cedo demais” para a camisa 7, projetando um possível retorno apenas para o clássico contra o Manchester City, em 29 de março.
A jogadora não atua desde a vitória por 2 x 1 sobre o Tottenham, nas quartas de final da competição, em dezembro, e ainda não entrou em campo em 2026. Ela também ficou fora do playoff da Champions League diante do Atlético de Madrid e da semifinal da Copa contra o Arsenal.
O que Ella Toone representa para o United
Formada na base do clube e peça recorrente na seleção da Inglaterra, Toone é vista como o “motor criativo” do setor ofensivo:
- Mais de 50 gols e 40 assistências com a camisa do Manchester United desde 2018.
- Participação direta em 28% dos gols da equipe na temporada passada entre todas as competições.
- Média de 2,1 passes-chave por jogo na Women’s Super League 2023/24 (dados WSL).
A ausência de uma atleta com esse volume de contribuição força Skinner a reorganizar a linha de meio-campo, elevando a responsabilidade de jogadoras como Geyse e Melvine Malard na criação de jogadas.
Raio-X do departamento médico
Além de Toone, o United convive com outras baixas relevantes:
Imagem: Internet
- Fridolina Rolfö (extremo): ficou fora do 3 x 0 sobre o Atlético; expectativa de retorno no segundo jogo, em Leigh Sports Village.
- Anna Sandberg (zagueira): saiu com lesão na panturrilha e será reavaliada nos próximos dias.
- Leah Galton (extremo): problemas nas costas; sem previsão de volta.
Impacto na decisão contra o Chelsea
Enfrentar o Chelsea, campeão inglês em cinco dos últimos seis anos, sem sua principal articuladora reduz a capacidade do United de sustentar posse e pressionar alto — características que marcaram a equipe nas fases anteriores da Copa. Sem Toone, a tendência é que Skinner utilize um meio-campo mais físico, possivelmente com Lisa Naalsund ou Katie Zelem adiantadas para preencher o espaço de criação.
Panorama na Women’s Super League
No campeonato nacional, o Manchester United ocupa a segunda posição, 11 pontos atrás do líder Manchester City, que goleou o Leicester por 6 x 0. O confronto deste domingo contra o London City Lionesses (12h00 GMT) ganha peso duplo: a equipe precisa vencer para manter chances matemáticas de título e, ao mesmo tempo, testar alternativas táticas sem Toone.
Próximos passos
Com a final da Copa da Liga à vista e a briga por vagas europeias na WSL ainda aberta, a evolução física de Ella Toone será monitorada quase diariamente pelo clube. Caso o retorno se confirme apenas no derby contra o City, o United terá de atravessar uma sequência decisiva – incluindo o segundo jogo contra o Atlético e a decisão contra o Chelsea – sem sua principal referência criativa. A forma como Skinner administrar esses desfalques pode definir não só a conquista do primeiro título da temporada, mas também o fôlego da equipe na reta final da liga.
Com informações de BBC Sport