Liverpool 1 x 2 Manchester City – 25/02, Anfield: em apenas seis minutos, Bernardo Silva (84’) e Erling Haaland (pênalti aos 90+3’) transformaram uma derrota quase certa em vitória que mantém o Manchester City a seis pontos do líder Arsenal na Premier League, restando 13 rodadas para o fim.
Virada que mantém o sonho vivo
Até os 84 minutos, a escrita negativa do City em Anfield — apenas dois triunfos na liga desde 1981 — parecia intacta. A igualdade de Silva, após escorar a bola ajeitada por Haaland, quebrou o clima no estádio e preparou o terreno para o norueguês converter o pênalti da vitória nos acréscimos. O resultado evita que a diferença para o Arsenal suba para nove pontos, cenário que deixaria a equipe de Pep Guardiola em situação crítica na caça ao tricampeonato consecutivo.
Como a partida se desenrolou
• Primeiro tempo: City controla a posse e limita o Liverpool a transições esporádicas.
• Segundo tempo: Anfield cresce após o gol dos Reds, mas Guardiola reforça o meio ao acionar Rayan Cherki e reorganiza a pressão pós-perda.
• Momento-chave: o pênalti convertido por Haaland surge de jogada direta que explora o corredor direito, expondo o desgaste da última linha do Liverpool.
Raio-X da vitória
Dados de destaque:
- Bernardo Silva percorreu 12,84 km, maior distância do jogo, e liderou o City em passes no terço final (24) e dribles tentados (4).
- Primeiro gol de Haaland em Anfield; o atacante chega a 10 participações diretas em gols nos últimos 8 jogos (competição nacional + copas).
- City completa a primeira dobradinha (vitórias em casa e fora) sobre o Liverpool na liga desde 1936/37.
- Terceiro triunfo citizen em Anfield na Premier League em 43 anos.
O que muda na corrida pelo título
Com 13 partidas restantes, a diferença de seis pontos ainda exige aproveitamento superior ao do Arsenal. No entanto, o City volta a enfrentar os Gunners apenas na penúltima rodada, jogo que pode definir o campeonato caso a distância se mantenha curta. Além disso, o elenco de Guardiola terá de equilibrar as decisões da Champions League, fator que costuma influenciar o nível de rotação e a minutagem de peças-chave como Haaland, De Bruyne e Rodri.
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Impacto tático para os próximos jogos
• A confirmação de Bernardo Silva como “falso ala” garante controle posicional e permite a Haaland operar em zonas de finalização mais fixas.
• A volta do capitão amplia as variações do 3-2-5 na fase ofensiva, crucial contra blocos baixos que o City tende a enfrentar nas próximas rodadas (ex.: Bournemouth e Fulham).
• A confiança adquirida em Anfield pode ser um gatilho psicológico para emendar a sequência de vitórias necessária – algo que o próprio Guardiola citou como “respirar no cangote” do Arsenal.
Conclusão: a vitória em Anfield não resolve o campeonato, mas recoloca o Manchester City na posição que Guardiola mais aprecia: perseguidor direto e com margem de erro reduzida. A resposta imediata ao gol sofrido indica um elenco mentalmente preparado para as decisões que virão em março, mês que inclui confrontos contra adversários da metade inferior da tabela e o retorno da Champions. Se repetir o nível de resiliência apresentado neste domingo, o City mantém aberta a possibilidade de mais um sprint final rumo ao título inglês.
Com informações de BBC Sport