Liverpool e Burnley empataram por 1 a 1 neste sábado (17), em Anfield, pela 22ª rodada da Premier League 2025/26, após os Reds desperdiçarem pênalti e registrarem 31 finalizações contra apenas seis do vice-lanterna.
Domínio sem recompensa: como foi o jogo
Desde o apito inicial, a equipe de Arne Slot ocupou o campo ofensivo e acumulou chances claras. O xG (gols esperados) apontou 2,92 para o Liverpool contra 0,40 do Burnley, espelhando a diferença de volume ofensivo. Mesmo assim, o 1 a 0 obtido com o chute de Florian Wirtz, aos 41 minutos, foi insuficiente.
Antes disso, Dominik Szoboszlai teve a oportunidade de abrir o placar em cobrança de pênalti sofrido por Cody Gakpo, mas mandou no travessão. Na etapa final, os visitantes empataram aos 19 minutos com Marcus Edwards, que finalizou cruzado. Gakpo ainda balançou a rede aos 32, mas o gol foi anulado por impedimento.
Contexto de tabela: distância para o Arsenal aumenta
O empate mantém o Liverpool na quarta colocação com 36 pontos — 13 a menos que o líder Arsenal. A diferença obriga os Reds a quase impecável regularidade no terço final da temporada se quiserem voltar à disputa pelo título.
Já o Burnley soma 14 pontos, continua na 19ª posição e obtém um resultado valioso na luta contra o rebaixamento, especialmente por ter arrancado um empate fora de casa contra um integrante do G-4.
Raio-X da partida
Finalizações: 31 x 6 (Liverpool)
Finalizações no alvo: 10 x 2 (Liverpool)
xG: 2,92 x 0,40 (Liverpool)
Posse de bola: 69% x 31% (Liverpool)
Pênaltis: 1 desperdiçado (Szoboszlai)
Gols: Wirtz 41’/1ºT (LIV); Edwards 19’/2ºT (BUR)
Repercussão tática: onde o Liverpool errou
A construção ofensiva funcionou: Slot ocupou os corredores laterais com Jeremie Frimpong e sobrecarregou a última linha adversária com Hugo Ekitiké e Gakpo alternando mobilidade. O problema foi a definição. Dos 10 chutes no alvo, oito saíram de dentro da área, mas o goleiro Martin Dúbravka realizou pelo menos quatro defesas de alto grau de dificuldade, segundo o modelo de pós-chute da Opta.
Imagem: Internet
Além disso, a linha defensiva se mostrou vulnerável em transições: o gol de Edwards nasce de uma inversão rápida para a ponta esquerda, expondo o espaço atrás de Frimpong. Esse ajuste pode ser crítico diante do Olympique de Marseille na Champions League, que também explora ataques velozes pelos flancos.
Agenda e impacto futuro
O Liverpool terá pouco tempo para digerir o tropeço. Na próxima quarta (21), visita o Marseille pelo jogo de ida das oitavas de final da Champions. Quatro dias depois, encara o Bournemouth fora e, em 28/01, recebe o Qarabag em Anfield.
Para o Burnley, o resultado serve de estímulo antes de três confrontos diretos pela liga: Tottenham (casa), Sunderland (fora) e West Ham (casa). Manter a organização defensiva mostrada hoje pode ser determinante para sair da zona de rebaixamento.
Conclusão prospectiva: a incapacidade de transformar superioridade em pontos custou caro ao Liverpool e reaquece o debate sobre a eficiência do setor ofensivo. Uma resposta imediata na Champions será vital para não deixar que o aspecto psicológico comprometa a reta final da temporada nacional.
Com informações de ESPN.com.br