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    Um futuro para o futebol sem árbitros, apenas câmeras?

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    Edimburgo (Escócia), semana de X/07/2024 — O técnico David Martindale, do Livingston, voltou a questionar o impacto do árbitro de vídeo (VAR) na Scottish Premiership e chegou a projetar um futuro em que inteligência artificial substitua totalmente os árbitros de campo. Às vésperas da nova temporada, o treinador citou decisões polêmicas recentes, revelou que o clube gasta “mais de £100 mil” por ano para manter o sistema e perguntou: “Onde isso vai parar?”

    Por que o tema voltou à pauta?

    Mesmo com três anos de utilização do VAR, o Campeonato Escocês ainda não conta com tecnologia de linha de gol nem com o sistema semiautomatizado de impedimento que estreou na Copa do Mundo de 2022. Segundo Martindale, a ausência desses recursos, somada a falhas de interpretação humana, tornou-se foco de reclamações após “duas ou três decisões muito ruins” no último fim de semana.

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    Custo elevado e escalada tecnológica

    O Livingston, recém-promovido da Championship para a elite, precisa injetar mais de £100 mil por temporada apenas para operar o VAR. Para um clube cujo orçamento de folha salarial gira em torno de £2 a £3 milhões anuais, a cifra representa cerca de 4% do gasto total com o elenco. Martindale teme que essa fatia cresça se a liga decidir adotar:

    • Goal-line technology (sensores na linha do gol);
    • Sistema de impedimento semiautomatizado;
    • Monitoramento em tempo real por câmeras inteligentes alimentadas por IA.

    “Os custos continuam subindo, mas para melhorar o jogo precisamos investir ainda mais em tecnologia”, salientou o treinador.

    Eficácia atual do VAR: números oficiais

    Relatório publicado em maio de 2024 pelo VAR Independent Review Panel (IRP) da Federação Escocesa aponta:

    • 90,3% de acertos nas decisões de campo sem auxílio do VAR;
    • 97,8% de acertos quando consideradas as intervenções do VAR;
    • Pouco mais de 2% de erros residuais, suficientes para gerar controvérsia semanalmente, segundo técnicos e torcedores.

    Raio-X: a evolução do apito eletrônico

    • 2013 – Goal-line technology estreia na Premier League.
    • 2018 – VAR é usado pela primeira vez em uma Copa do Mundo.
    • 2022 – FIFA introduz impedimento semiautomatizado no Qatar.
    • 2022–24 – Scottish Premiership opera com VAR, mas sem goal-line nem offside tech.

    Impacto futuro para a Scottish Premiership

    O discurso de Martindale pressiona a liga a decidir entre:

    A footballing future without referees, just cameras? - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    1. Manter o modelo atual, correndo o risco de novos erros alimentarem a desconfiança pública;
    2. Investir em soluções de IA que reduzam a participação humana e, teoricamente, o índice de falhas — mas a um custo ainda desconhecido.

    Com a temporada prestes a começar e o Livingston novamente na 1ª divisão, cada ponto perdido por decisão controversa poderá ser decisivo na luta contra o rebaixamento. A discussão, portanto, ultrapassa o aspecto tecnológico e afeta diretamente a briga por premiações, direitos de TV e permanência na elite.

    Conclusão prospectiva: A fala de David Martindale cristaliza um dilema que tende a ganhar força até 2030, quando especialistas projetam que a IA superará a capacidade humana de análise em tempo real. Caso a liga não equacione custos e benefícios, clubes menores podem ficar sem voz em um debate que definirá como o futebol será apitado — e consumido — na próxima década.

    Com informações de BBC Sport

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