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    Lucas Pinheiro Braathen sonha com Haaland no São Paulo e viveu história inusitada com Ronaldo Fenômeno

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    Milão-Cortina, 14 de fevereiro de 2026 – O carioca-norueguês Lucas Pinheiro Braathen conquistou neste sábado (14) a medalha de ouro no slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, tornando-se o primeiro atleta do Brasil e de toda a América do Sul a pisar no pódio da modalidade. Filho de mãe brasileira, o esquiador celebrava o feito enquanto revelava outra paixão: o São Paulo FC, clube para o qual faz campanha inusitada ao tentar convencer o compatriota Erling Haaland a vestir a camisa tricolor.

    O feito inédito: por que o ouro de Braathen muda o patamar do Brasil nos esportes de inverno?

    Até hoje, nenhum sul-americano havia obtido medalha olímpica na neve. O melhor resultado brasileiro era um 7º lugar de Izzy Greve no esqui estilo livre em PyeongChang-2018. O ouro de Braathen, portanto, quebra um tabu de 100 anos de participação sul-americana em Jogos de Inverno (a estreia do continente foi com a Argentina em 1928).

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    Para o Comitê Olímpico do Brasil, a medalha tem peso estratégico: destrava verbas do programa Bolsa Pódio para modalidades de neve e justifica futuros camps na Europa visando 2030.

    Raio-X de Lucas Pinheiro Braathen

    Idade: 26 anos
    Modalidades: Slalom e Slalom Gigante
    Medalhas em Copas do Mundo (2024-2026): 10 (6 ouro, 3 prata, 1 bronze)
    Tempo total na prova de hoje: 2min03s18 (melhor segunda descida do dia, 1min00s92)
    Ranking FIS pré-Jogos: 2º colocado no slalom gigante
    Técnica predominante: linha curta com rotação de tronco mínima, favorecendo retomada de velocidade nas portas médias

    Do Alpes ao Morumbi: a relação de Braathen com o futebol brasileiro

    Apesar de ter crescido na Noruega, Braathen aprendeu português com a mãe, Alessandra Pinheiro, e se declara adepto da cultura brasileira — churrasco, bossa nova e, sobretudo, futebol. O vídeo que o levou a amar o esporte foi de Ronaldinho Gaúcho; desde então, o São Paulo FC virou seu time do coração.

    O esquiador protagonizou um momento curioso ao conhecer Ronaldo Fenômeno: desconfiado, o ex-camisa 9 acreditou tratar-se de uma brincadeira quando Braathen disse competir na Copa do Mundo de esqui. A história viralizou e reforçou a ponte entre neve e bola no país.

    “Haaland, venha para o São Paulo!” – impacto de um convite improvável

    Em tom bem-humorado, Braathen já gravou vídeos convocando o astro norueguês Erling Haaland, do Manchester City, a trocar a Premier League pelo Morumbi. Embora improvável, o convite gera valor de marca para o clube paulista: citação orgânica de um atleta olímpico a um público europeu e engajamento alto nas redes sociais.

    Do ponto de vista tático, Haaland resolveria a carência histórica de centroavante do São Paulo: em 2025, o Tricolor marcou média de 1,07 gol por jogo no Brasileirão, a 12ª do torneio, e viu seu artilheiro (Calleri) perder 14 partidas por lesão.

    Perspectivas: o que vem a seguir em Milano-Cortina

    Braathen ainda disputa o slalom na segunda-feira (16), prova em que lidera o ranking da Federação Internacional de Ski. Novo pódio consolidaria o Brasil no top 15 do quadro de medalhas, algo jamais alcançado. A Confederação Brasileira de Desportos na Neve planeja usar o resultado para pleitear a etapa de abertura da Copa do Mundo de 2028 na Serra Catarinense, projeto em estudo desde 2023.

    Conclusão prospectiva: Caso amplie sua coleção de medalhas nos próximos dias, Lucas Pinheiro Braathen não só reforçará o investimento brasileiro em esportes de inverno como também ampliará a visibilidade internacional do São Paulo FC por meio de suas menções a Haaland. Os próximos passos do esquiador, portanto, serão acompanhados tanto por torcedores da neve quanto pelos do futebol, abrindo um curioso crossover esportivo que deve ganhar novos capítulos até a Olimpíada de 2030.

    Com informações de ESPN Brasil

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