Rio de Janeiro (RJ) — O meia-atacante argentino Lucho Acosta, oferecido ao Atlético-MG e recusado no início de 2024, transformou a negativa em combustível: no último sábado (04), no Maracanã, foi o principal nome da vitória do Fluminense por 3 a 0 sobre o próprio Galo, pela Série A do Brasileirão.
Por que o Atlético-MG não quis Acosta
Segundo o perfil Fala Galo na rede social X, um intermediário tentou colocar Lucho Acosta em Belo Horizonte na virada da temporada. A resposta da diretoria alvinegra foi direta: o argentino, então no mercado, não se encaixava no perfil buscado. À época, o clube mineiro priorizava jogadores de maior estatura física para o setor de criação e que já atuassem no futebol brasileiro.
Evolução tática no Fluminense
No sistema híbrido de Fernando Diniz, Acosta ocupa a faixa central do terço final do campo, funcionando como enganche nas antigas escolas sul-americanas. Sua mobilidade entre as linhas de marcação e o passe vertical aceleram a transição ofensiva — carência evidente após as saídas de Ganso e Arias para as seleções em datas FIFA.
Raio-X da atuação contra o Galo
81 minutos em campo
- 56 ações com a bola
- 100% de acerto nos passes no terço final (11/11)
- 13 passes progressivos
- 4 chances criadas
- 3 desarmes
- 5 duelos ganhos
Os números evidenciam duas valências: capacidade de criação (passes progressivos e chances geradas) e participação sem bola (desarmes e duelos), um diferencial em relação ao antigo titular Paulo Henrique Ganso, mais posicional.
Impacto direto na tabela
Com o triunfo, o Fluminense chega a 45 pontos (dados atualizados até a 32ª rodada), mantendo-se no bloco que disputa vaga direta na Libertadores 2025. Já o Atlético-MG permanece pressionado na zona de classificação para a Sul-Americana, ampliando a discussão interna sobre a ausência de um meia de articulação no elenco.
Imagem: Internet
Próximos capítulos
Acosta será desfalque contra o Mirassol, mas o Fluminense terá uma sequência decisiva de quatro partidas no Maracanã. A expectativa é que o argentino retorne no clássico diante do Botafogo, quando o Tricolor precisará da mesma criatividade para sustentar a arrancada final. Do outro lado, o Atlético-MG volta a campo contra o Fortaleza e deve revisitar o mercado em 2025 em busca do “camisa 10” que faltou nesta temporada.
Conclusão prospectiva: a rejeição do Atlético-MG tornou-se um ponto de virada na carreira de Acosta e na campanha do Fluminense. Se mantiver a média de participações em gol e volume de jogo, o argentino pode ser o fator desequilibrante na corrida por Libertadores — e um lembrete de como decisões de mercado moldam destinos esportivos.
Com informações de Netflu