Londres (11/11/2025) – Convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, o lateral-esquerdo Luciano Juba, do Bahia, concedeu entrevista coletiva no CT da equipe nacional, em Londres, e revelou como o técnico Rogério Ceni se tornou peça-chave para recolocar atletas do Tricolor de Aço no cenário internacional. De quebra, o jogador de 26 anos disse que levará uma camisa autografada pelos companheiros como lembrança da estreia no ambiente canarinho.
Convocação que reforça a tese de Ceni
Juba afirmou que Ceni – ex-goleiro com 17 convocações pela Seleção – usa diariamente a própria experiência para lembrar ao elenco que “entrega de alto nível” no clube pode abrir portas na Granja Comary. A estratégia já havia rendido frutos em outubro, quando o meio-campista Jean Lucas foi lembrado por Carlo Ancelotti em lista preliminar. Agora, com Juba, o Bahia emplaca o segundo nome em pouco mais de cinco semanas.
Por que a lateral esquerda segue aberta na Seleção
Nos últimos dois anos, a posição teve sete atletas testados (Alex Telles, Renan Lodi, Caio Henrique, Arana, Wendell, Ayrton Lucas e agora Juba). Embora a comissão enxergue qualidade, nenhum se firmou após a Copa do Mundo de 2022, e a grave lesão de Caio Henrique em 2024 reabriu a disputa. Ao se autodefinir como “lateral construtor com bom passe”, Juba mira justamente a lacuna de um jogador capaz de iniciar jogadas por dentro – requisito enfatizado por Ancelotti em entrevistas pós-amistosos de março.
Raio-X de Luciano Juba
Desempenho 2023 (Sport + Bahia)
– 40 jogos oficiais
– 9 gols
– 10 assistências
– 44 passes-chave segundo o Sofascore
Desempenho 2024 (Bahia)
– 28 jogos do Brasileirão até a 32ª rodada
– 1 gol
– 5 assistências
– 84% de acerto nos passes no campo de ataque
– 2,1 chances criadas por 90 minutos
Os números colocam Juba entre os três laterais mais produtivos do Campeonato Brasileiro em criação ofensiva, ao lado de Ayrton Lucas (Flamengo) e Willian (Corinthians). Na fase defensiva, a média de 2,3 desarmes por jogo o coloca no top-10 da liga.
Imagem: Internet
O que o Bahia ganha com um atleta “selecionável”
Além do ganho financeiro potencial – convocações costumam valorizar contratos e gerar bônus –, o Bahia passa a ter uma referência de alto rendimento dentro do vestiário. Do ponto de vista tático, a experiência de treinar com Ancelotti amplia o repertório de Juba em saída de três, modelo que Ceni tenta consolidar desde agosto. Essa sinergia pode ser decisiva na reta final da Série A, onde o Tricolor luta por vaga na CONMEBOL Libertadores.
Próximos passos para Juba e para a Seleção
O Brasil enfrenta Senegal (15/11) e Tunísia (18/11) em amistosos na capital inglesa. Caso some minutos, Juba passará a concorrer diretamente com Wendell e Renan Lodi na lista final para a Copa América 2026 – última grande vitrine antes da Copa do Mundo. Já no Bahia, o lateral retornará para o jogo contra o Fortaleza, pela 35ª rodada, quando Ceni deve utilizá-lo como ala em linha de cinco, sistema que vem testando nas últimas datas-FIFA.
Conclusão prospectiva: A presença de Luciano Juba na Seleção sinaliza que o Bahia voltou a produzir perfis competitivos no cenário nacional. Se o lateral repetir nos amistosos a eficiência ofensiva registrada no Brasileirão, aumentará suas chances de permanecer nas listas de Ancelotti e, indiretamente, elevará o padrão coletivo do clube na reta decisiva do campeonato.
Com informações de ESPN Brasil