São Paulo, 15 de janeiro de 2026 – O volante Luis Pacheco, 17 anos, foi a principal novidade na vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Santos, pelo Paulistão, ao entrar no segundo tempo e chamar atenção pelos desarmes no Allianz Parque. Promovido diretamente do time Sub-17, o camisa 58 preenche uma lacuna aberta após a venda de Aníbal Moreno e, por ora, disputa espaço com Emiliano Martínez como único primeiro volante de origem do elenco profissional.
Ascensão relâmpago: do Sub-17 ao profissional
Pacheco era capitão do Sub-17 e pouco atuou no Sub-20 – apenas três partidas –, mas ganhou a confiança da comissão técnica de Abel Ferreira na pré-temporada. O movimento repete o “salto de categorias” que Endrick e Estêvão fizeram, porém em ritmo ainda mais acelerado: o jovem praticamente não vestiu a camisa alviverde na última fase de base antes de chegar ao profissional.
Por que Abel Ferreira aposta no jovem?
A escolha tem contexto claro. Com a saída de Aníbal Moreno para o River Plate, o Palmeiras passou a ter somente Emiliano Martínez como primeiro volante de origem. O esquema 4-2-3-1 de Abel exige um atleta de marcação forte, boa saída curta e capacidade de pisar na intermediária ofensiva. Pacheco apresenta essas três credenciais desde a base, segundo relatórios internos:
- Alta taxa de desarmes – destaque da estreia contra o Santos, quando interceptou três passes em 28 minutos.
- Passes verticais curtos (média de 89% de acerto no Sub-17, dados internos de performance do clube).
- Chegada à área: anotou 3 gols em 17 jogos no Sub-17 na temporada passada.
Raio-X: números de Luis Pacheco na base
Idade: 17 anos (nascido em 29/3/2009)
Altura/Peso: 1,78 m / 72 kg
Jogos 2025 (base): 17 pelo Sub-17, 3 pelo Sub-20
Gols/Assistências: 3/2
Títulos: Brasileirão Sub-20 (2024 e 2025), Paulista Sub-15 (2023)
Contrato: válido até setembro de 2028, multa de € 100 mi (≈ R$ 631 mi) para o exterior.
Impacto tático: o que muda no meio-campo alviverde
No modelo de Abel, o primeiro volante realiza a “cobertura em triângulo” com os zagueiros e inicia transições rápidas. Em 2023, o Palmeiras terminou o Brasileirão campeão, porém com 33 gols sofridos – quinto melhor sistema defensivo. A manutenção desse patamar passa por repor peças com característica de marcação agressiva. Na estreia, Pacheco atuou por dentro, liberando Zé Rafael para flutuações e aproximando Raphael Veiga da última linha santista.
Imagem: Fabio Menotti
Próximos passos e calendário
O Verdão volta a campo em 15/10, às 19h, contra o Red Bull Bragantino pelo Brasileirão. Caso Abel opte por rodar o elenco – algo comum em maratona com Libertadores –, Pacheco desponta como alternativa imediata. A tendência é que o jovem receba mais minutos no Paulistão e, a depender do rendimento, seja inscrito na fase mata-mata continental.
Análise de impacto futuro: Se confirmar o desempenho apresentado contra o Santos, Luis Pacheco pode reduzir a necessidade de investimento no mercado de meio-campo, fortalecer o modelo de jogo baseado em pressão pós-perda e, sobretudo, aliviar a carga física de Emiliano Martínez. A evolução do camisa 58 nos próximos meses definirá se o Palmeiras terá nova Cria da Academia titular ainda em 2026.
Com informações de Nosso Palestra