Melbourne (21.jan.2026) — A brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski iniciaram a campanha no Australian Open 2026 com vitória por 6/4 e 7/6 (7-3) sobre as norte-americanas McCartney Kessler e Jessica Pegula, em 1h45 de partida na Rod Laver Arena. O resultado, conquistado na madrugada brasileira desta quarta-feira, coloca a parceria cabeça de chave 5 na segunda rodada do Grand Slam australiano.
Por que a vitória importa
Além de manter viva a busca pelo primeiro título de Stefani em Melbourne, o triunfo confirma a boa fase da dupla campeã do US Open 2023. O Australian Open é o único Grand Slam em que a brasileira ainda não passou das quartas; largar sem perder sets reduz o desgaste físico em um torneio que exige sete partidas para chegar ao troféu.
Análise tática da estreia
• Pressão no saque da adversária: Stefani/Dabrowski conquistaram a única quebra do jogo no 5/4 do primeiro set, aproveitando 1/3 break-points.
• Variação no fundo de quadra: a canadense usou o topspin aberto para tirar Pegula da zona de conforto, enquanto Stefani atacou na rede, registrando 76% de pontos vencidos quando subiu.
• Controlando o tie-break: mesmo após desperdiçar dois match points no 5/4 do segundo set, a dupla foi consistente, vencendo 7-3 com 5 winners e apenas 1 erro não-forçado.
Raio-X da parceria
• Ranking WTA (20.jan.2026): Stefani #13, Dabrowski #10
• Títulos juntas: 5 (incluindo US Open 2023 e Cincinnati 2025).
• Retrospecto em 2026: 6 vitórias, 1 derrota.
• Aproveitamento em tie-breaks (2025-26): 78% (18-5).
• Última participação no Australian Open: Quartas de final (2025).
Próximas adversárias e chave feminina
Na segunda rodada, Stefani/Dabrowski encaram a colombiana Emiliana Arango e a francesa Elsa Jaquemot, dupla sem cabeças de chave. Se confirmarem o favoritismo, devem cruzar nas oitavas com quem avançar do confronto Miyazaki/Noskova x Aoyama/Shibahara (#11), caminho considerado acessível em comparação aos cabeças 1 (S.Williams/Osaka) que estão na metade superior da chave.
Duplas mistas: novo desafio com Arévalo
Paralelamente, Stefani faz sua estreia na chave mista ao lado do salvadorenho Marcelo Arévalo, formando a dupla cabeça 2. Eles enfrentam os anfitriões Taylah Preston e Cruz Hewitt, filho do ex-número 1 Lleyton Hewitt. O entrosamento prévio — foram campeões do Masters 1000 de Miami 2025 — coloca a parceria como uma das favoritas ao título.
Imagem: Internet
Impacto futuro
Se confirmarem a presença nas quartas, Stefani e Dabrowski somarão 430 pontos no ranking, suficientes para projetar a brasileira dentro do top-10 pela primeira vez desde a lesão no joelho em 2022. Em termos de ciclo olímpico, cada ponto é valioso: o ranking de 8 de junho definirá as vagas para Paris-2028. Portanto, cada rodada em Melbourne é decisiva não só para o Grand Slam, mas para o planejamento a médio prazo da número 1 do Brasil.
Resumo prospectivo: A performance sólida na estreia indica que Stefani/Dabrowski seguem como fortes candidatas ao título. A chave favorável até as quartas, somada à confiança do tie-break, coloca a dupla em posição vantajosa para repetir o sucesso de 2023 e ampliar o currículo em Grand Slams. A próxima partida — ainda sem data definida pela organização — será termômetro para avaliar o ritmo competitivo e a adaptação às condições de calor em Melbourne, tópico que ganhará relevância conforme o torneio avança.
Com informações de Gazeta Press / ESPN