Casablanca (MAR), 3.jan.2026 – A seleção de Mali empatou em 1 a 1 com a Tunísia, venceu por 3 a 2 na disputa de pênaltis e garantiu vaga nas quartas de final da Copa Africana de Nações 2025, mesmo atuando com um jogador a menos desde os 27 minutos de jogo.
O roteiro de um jogo improvável
• 27’ – Cartão vermelho: W. Coulibaly derruba Chaouat e deixa Mali com dez.
• 88’ – 0 x 1: Firas Chaouat abre o placar de cabeça para a Tunísia.
• 90+6’ – 1 x 1: Lassine Sinayoko converte pênalti marcado por toque de mão de Meriah.
• Prorrogação: Tunísia pressiona, mas Diarra segura.
• Pênaltis (3 x 2): Goleiro Djigui Diarra defende duas cobranças e El Bilal Touré converte a derradeira.
Resiliência em inferioridade numérica
Com a expulsão precoce de Coulibaly, o técnico Tom Saintfiet recompôs a equipe em bloco baixo no 4-4-1, priorizando densidade na zona central e saídas rápidas com Nene Dorgeles após o intervalo. A estratégia reduziu espaços entrelinhas, tirou profundidade da Tunísia e manteve o time vivo até o lance do pênalti.
Raio-X da campanha malinense
Invencibilidade relâmpago: são quatro empates consecutivos nos 90 minutos – três na fase de grupos e este nas oitavas.
Defesa testada: mesmo 63 minutos em inferioridade, Mali sofreu apenas um gol em bola aérea.
Diarra decisivo: 2 defesas em 5 pênaltis cobrados (40% de aproveitamento).
Disciplina pendente: segundo cartão vermelho da equipe no torneio, fator que impacta a consistência tática.
Impacto do resultado e o duelo contra Senegal
• Data: 9 de janeiro, quartas de final.
• Desfalque certo: W. Coulibaly cumpre suspensão e força Saintfiet a reorganizar o meio-campo, provavelmente com Hamari Traoré alinhado como lateral/ala e Bissouma recuando a primeiro volante.
• Alvo tático: Senegal, atual campeão continental, é a melhor defesa da competição e utiliza construção pelo corredor esquerdo com Sadio Mané. A recomposição malinense desse lado precisará de ajustes.
• Embalagem psicológica: a classificação reforça uma identidade de “sobrevivência”, útil em mata-matas curtos, mas o time chega com 120 minutos a mais nas pernas.
Imagem: Internet
Conclusão prospectiva
O triunfo heroico dá a Mali fôlego histórico e moral para encarar Senegal, mas expõe a urgente necessidade de disciplina tática e gestão física. Se mantiver a consistência defensiva e reduzir o número de cartões, o conjunto de Saintfiet tem argumentos para sonhar com sua primeira semifinal desde 2013. Agora, os olhos do continente se voltam para dia 9: será que a invencibilidade malinense em 90 minutos seguirá intocável?
Com informações de The Guardian