Manchester — O zagueiro John Stones afirmou nesta quarta-feira (data da publicação original) que o Manchester City não pretende repetir a postura ultradefensiva adotada no empate por 1 a 1 contra o Arsenal, no Emirates Stadium, disputado no último fim de semana. Na ocasião, o time de Pep Guardiola teve apenas 33% de posse de bola — o índice mais baixo da era do treinador catalão — e sustentou a vantagem até sofrer o gol de empate aos 93 minutos.
Por que o City abdicou da bola no Emirates?
De acordo com Stones, a escolha não foi fruto de planejamento tático prévio, mas de circunstâncias de jogo. “Quando você está em campo, sente a pressão e reage”, disse o defensor à talkSPORT durante compromisso com a seleção inglesa. O City vinha de vitória sobre o Napoli, pela Champions League, apenas dois dias antes da viagem a Londres, e o desgaste físico pesou na decisão de recuar as linhas.
Guardiola reforçou o setor defensivo ainda no segundo tempo: Nathan Aké entrou no lugar de Phil Foden aos 67 minutos, e Nico González substituiu Erling Haaland aos 76. Mesmo assim, o bloco baixo foi motivo de surpresa por destoar do estilo de posse e pressão característicos do City.
Raio-X da posse de bola sob Guardiola
- Média de posse do City na era Guardiola (Premier League): 63%.
- Recorde negativo anterior: 47% contra o Chelsea, em 2021.
- Posse no Emirates: 33% — a menor desde 2016, ano da chegada do técnico.
- Finalizações: Arsenal 18 × 6 City.
- Chutes no alvo: Arsenal 5 × 2 City.
Impacto imediato na tabela e na temporada
O empate manteve o Manchester City na vice-liderança, um ponto atrás do líder Liverpool, enquanto o Arsenal permaneceu na terceira posição. Ao evitar a derrota fora de casa, os Citizens preservaram a sequência de 11 jogos sem perder no campeonato, mas deixaram escapar a chance de encostar no topo.
O que muda para os próximos jogos?
Stones foi categórico ao afirmar que o City “tem de voltar a jogar o seu jogo” quando visitar o Arsenal novamente ou enfrentar rivais diretos. A projeção é de que Guardiola restabeleça o tradicional 4-3-3 posicional, com Haaland como referência e Foden atuando entrelinhas, sem recorrer ao bloco baixo.
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No calendário imediato, o City encara Brighton (Premier League) e depois o jogo de volta das oitavas da Champions. Ambos os adversários costumam conceder espaço para construção de jogo, cenário propício ao modelo de posse que Guardiola prega. Internamente, a comissão técnica também avalia a condição física do elenco após a maratona de partidas — especialmente de Haaland, substituído cedo no Emirates.
Conclusão prospectiva: A estratégia reativa em Londres funcionou parcialmente — rendeu um ponto, mas custou dois. A declaração de Stones deixa claro que o Manchester City voltará ao plano A de domínio territorial, fundamental para a briga pelo título inglês e para as fases finais da Champions League. O próximo confronto servirá de termômetro para confirmar se o campeão europeu reaprende a controlar partidas desde o apito inicial.
Com informações de Manchester Evening News