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    Man United and Man City in agreement as Premier League clubs vote on salary cap

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    Manchester, abril de 2024 – Manchester United e Manchester City indicarão voto contrário na próxima reunião de acionistas da Premier League, marcada para maio, quando os 20 clubes decidirão se adotam uma nova regra de “financial anchoring” – mecanismo que limitaria a folha salarial total de cada equipe a até cinco vezes a receita de direitos de transmissão e premiação recebida pelo lanterna da competição.

    O que é o “anchoring” proposto pela liga

    O projeto faz parte de uma revisão mais ampla das atuais Profitability and Sustainability Rules (PSR), que hoje permitem perdas de até £105 milhões num ciclo de três temporadas. O “anchoring” funcionaria, na prática, como um teto salarial flexível: em 2022/23, o último colocado recebeu aproximadamente £103,6 milhões em repasses centralizados; multiplicado por cinco, o limite máximo de gastos seria de cerca de £518 milhões para todos os clubes.

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    A votação será fracionada em três itens:

    • Squad Cost Ratio: teto de 85% da receita permitida para despesas com elenco;
    • Anchoring: limite de gasto coletivo de cinco vezes a premiação do lanterna;
    • Sustentabilidade: novas punições vinculadas ao regulador independente britânico.

    Por que Manchester United e Manchester City rejeitam a medida

    Dirigentes de ambos os clubes argumentam que um limite comum pode reduzir a competitividade internacional da liga. Sir Jim Ratcliffe, coproprietário do United, declarou que o modelo poderia impedir os gigantes ingleses de rivalizar financeiramente com Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Paris Saint-Germain, afetando o prestígio global da Premier League.

    Raio-X financeiro: como o cap afetaria os elencos

    • Folha salarial atual (temporada 2022/23, fonte: demonstrativos públicos):
       • Manchester City – £423 mi
       • Manchester United – £331 mi
    • Limite projetado pelo anchoring: até £518 mi (5 × 103,6 mi)
    • Teto de 85% da receita operacional (caso aprovado): reduziria margem de manobra de clubes com receitas menores, ainda que ficassem abaixo do cap de £518 mi.

    Na prática, City e United ainda caberiam no teto global, mas veriam sua vantagem competitiva reduzida em relação a rivais médios, que passariam a ter espaço financeiro proporcionalmente maior.

    Sanções previstas para quem ultrapassar o limite

    A proposta da liga inclui punição mínima de seis pontos na tabela, acrescida de um ponto adicional para cada £6,5 milhões acima do limite. Isso criaria um risco esportivo imediato, semelhante ao enfrentado por Everton e Nottingham Forest em casos recentes de descumprimento das PSR.

    Man United and Man City in agreement as Premier League clubs vote on salary cap - Imagem do artigo original

    Imagem: Shaun Brooks – CameraSt via Getty s

    Impacto potencial no mercado e nos torneios europeus

    Se aprovado, o mecanismo tende a:

    • Restringir aumentos salariais agressivos, afetando diretamente negociações com estrelas internacionais;
    • Forçar clubes de maior receita a redirecionar investimento para infraestrutura ou categorias de base, áreas que não entram no cálculo do cap;
    • Equalizar poder de compra interno, mas possivelmente enfraquecer representantes ingleses na Champions League, onde não existe teto semelhante.

    Próximos passos e cenário projetado

    A Premier League precisa de 14 votos favoráveis em 20 para aprovar cada item. Em março, 16 clubes apoiaram o “anchoring”, com United, City e Aston Villa contra e Chelsea abstendo-se. Caso a correlação de forças se mantenha, o modelo tende a ser aprovado, entrando em vigor já na temporada 2025/26 após período de transição.

    Conclusão: O voto contrário de United e City ilustra o conflito entre manter a Premier League financeiramente sustentável e preservar a capacidade dos seus principais clubes de competir com potências europeias sem limitações de gastos. O desfecho da votação de maio definirá não apenas o horizonte financeiro dos clubes, mas também o equilíbrio de forças do futebol inglês nos próximos anos.

    Com informações de Manchester Evening News

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