Manchester — 31/01/2025. O Manchester City encerrou a janela de janeiro com dois reforços de peso: o zagueiro Marc Guehi, contratado a custo zero com fim de contrato, e o atacante Antoine Semenyo, ativado por cláusula de liberação. Juntos, os negócios somam £82,5 milhões em salários e luvas e sinalizam uma mudança de postura do diretor de futebol Hugo Viana, que também flexibilizou a tradicional política de empréstimos para jovens da base.
Por que Guehi e Semenyo chegaram agora?
De acordo com o departamento médico, Ruben Dias segue fora por lesão, o que expôs a necessidade de um defensor capaz de iniciar jogadas sob pressão. Guehi, 24 anos, foi elogiado por Pep Guardiola já nos primeiros treinos, comparado a Dias na liderança silenciosa dentro de campo. A braçadeira recebida simbolicamente durante a vitória sobre o Tottenham ilustra essa percepção.
No ataque, a ausência de referências além de Erling Haaland — e o histórico de sobrecarga do norueguês — abriu espaço para Semenyo. O ganês marcou 4 gols nos seus primeiros 4 jogos, incluindo o contra o Spurs pela Carabao Cup, encaminhando a classificação para a final.
Raio-X dos reforços
Marc Guehi
• Idade: 24 anos
• Posição: zagueiro central (destro)
• Jogos de Premier League na carreira: 115
• Desarmes bem-sucedidos em 23/24: 2,1 por jogo*
• Passes progressivos: 4,3 por jogo*
*Dados públicos do FBref até dezembro/24.
Antoine Semenyo
• Idade: 24 anos
• Posição: ponta/centroavante
• Gols em 23/24 antes da transferência: 6 em 19 jogos pelo Bournemouth
• Gols pelo City: 4 em 4 jogos
• Finalizações no alvo: 67% (6/9 tentativas)
Defesa menos vulnerável
Sem Dias, o City vinha sofrendo 1,3 gol por partida na Premier League desde dezembro. Nas três partidas com Guehi como titular, a média caiu para 0,7. Além da cobertura em velocidade, o inglês liderou a zaga em interceptações (3 por jogo) e alivou Rodri na saída de bola curta.
Imagem: Internet
A nova lógica de empréstimos
O retorno precoce de Max Alleyne, após experiência breve no Watford, e as saídas de Stephen Mfuni (Watford) e Divine Mukasa (Leicester) indicam que o City abandonou o dogma de manter os principais talentos sempre sob a supervisão de Guardiola. Segundo fontes internas, a intenção é testar a resiliência mental em ambientes competitivos da Championship, mesmo que o contexto não seja “perfeito”.
Projeção para o restante da temporada
Com a defesa estabilizada por Guehi e um ataque que já ganha profundidade graças a Semenyo, o City ganha fôlego até o retorno de lesionados como Dias e De Bruyne. A expectativa é que a dupla permita rodagem maior de elenco em fevereiro, mês que inclui oitavas da Champions e possível final da Carabao Cup. Se confirmada a tendência de gastar em duas janelas de inverno consecutivas, Hugo Viana pode inaugurar um padrão de ajustes cirúrgicos de meio de temporada, algo incomum na era Guardiola.
Conclusão: janeiro terminou com o City mais equilibrado e competitivo. As próximas semanas revelarão se a combinação Guehi-Semenyo será suficiente para manter o clube vivo em quatro frentes até a janela de verão, quando Viana terá seu terceiro teste de mercado.
Com informações de Manchester Evening News