Manchester (ING), 11/03 — Na véspera do segundo jogo das oitavas de final da Champions League, Pep Guardiola revelou que já definiu “mais ou menos” a equipe que começa o duelo entre Manchester City e Real Madrid no Etihad Stadium, precisando reverter a desvantagem de 3 × 0 construída em Madri.
O que levou à desvantagem de 3 a 0?
No Santiago Bernabéu, Guardiola apostou em três pontas abertos para aumentar a profundidade ofensiva. O plano, porém, resultou em pouca contundência no último terço e deixou espaços nas transições defensivas. O Real Madrid capitalizou: Fede Valverde marcou um hat-trick em 22 minutos, aproveitando falhas de posicionamento da última linha inglesa. O 3 × 0 dá aos merengues larga vantagem estatística — desde 2003/04, apenas 5 equipes conseguiram virar um mata-mata europeu após perder a ida por três gols.
Como Guardiola pretende ajustar o plano de jogo
Sem revelar nomes, o técnico confirmou apenas “uma dúvida” na formação inicial. Os sinais indicam retorno a um 4-3-3 híbrido, com lateral invertendo para dentro e um meio-campo mais povoado para controlar a posse. Em entrevista, Guardiola destacou a necessidade de “ser clínico nos dois boxes” — indício de que a equipe pode trocar quantidade por qualidade no ataque, testando novamente a figura do falso 9, recurso que já rendeu goleadas recentes.
Raio-X dos números: Etihad como trunfo e peso do placar
Fortaleza em casa
• Última derrota do City em jogos de Champions no Etihad: 1 × 2 para o Lyon (set/2018).
• Sequência atual: 27 partidas, 24 vitórias e 3 empates.
Eficiência ofensiva
• Média de 2,6 gols por jogo em casa na UCL 2023/24.
• Haaland já soma 7 gols no torneio — mas passou em branco em Madri.
A muralha merengue
• O Real foi vazado apenas 6 vezes em 7 jogos na competição.
• Mantém 75% de aproveitamento como visitante em mata-matas desde 2017/18.
Imagem: Alex Livesey – Danehouse
O que está em jogo para City e Real
Para o City, a eliminação precoce comprometeria a busca pelo inédito bicampeonato europeu e reduziria a receita de TV em até € 12 milhões. Para o Real, administrar a vantagem significa manter viva a chance de levantar a 15.ª taça, reforçando um caminho que tradicionalmente cresce nos duelos eliminatórios.
Próximos passos: caso o City consiga igualar o agregado, a decisão vai direto para a prorrogação; se permanecer empatado, pênaltis definem o classificado. Uma eventual virada colocará Guardiola e seus comandados nas quartas de final, onde já aguardam possíveis confrontos com Bayern ou PSG.
Resta saber qual o 11.º nome do tabuleiro tático de Guardiola. A resposta virá apenas quando a bola rolar, mas a exigência está posta: um jogo praticamente perfeito para não deixar o tricampeão espanhol repetir um roteiro amplamente favorável.
Com informações de Manchester Evening News