Manchester — O zagueiro inglês Marc Guehi, de 25 anos, revelou nesta semana que escolheu o Manchester City como destino ideal para o seu desenvolvimento, a poucos dias de enfrentar o Liverpool em Anfield, no domingo (data da partida). O defensor chegou ao Etihad em janeiro, após uma negociação de 20 milhões de libras, depois de ver frustrada uma transferência para os Reds no verão passado.
Por que o City foi a escolha de Guehi?
Em entrevista à Sky Sports, o ex-Crystal Palace disse ter sentido “que aprenderia mais em dois minutos” em Manchester do que em qualquer outro lugar. A declaração sublinha a confiança do jogador na estrutura de Pep Guardiola, conhecida pela evolução técnica e tática de seus atletas — sobretudo defensores como John Stones e Nathan Aké, que multiplicaram funções com bola.
Para o City, a chegada de Guehi resolve uma lacuna: a rotação de zagueiros canhotos e a necessidade de mais velocidade em coberturas. O time sofreu com lesões de Stones e Rúben Dias na primeira metade da temporada e, embora mantenha uma das melhores posses de bola da liga, apresentou índices mais altos de finalizações cedidas em transições rápidas.
O que travou a ida ao Liverpool?
Segundo o próprio atleta, o Palace vetou a saída na janela de verão de 2023. “Não dependia de mim, foi o plano de Deus”, disse, reforçando que não vê o reencontro como um fator extra de motivação. Nos bastidores, o Liverpool pretendia buscá-lo novamente ao fim do contrato, mas acabou direcionando o investimento ao francês Jeremy Jacquet, que só chegará em julho, por 60 milhões de libras.
Raio-X do reforço
- Idade: 25 anos
- Clubes anteriores: Chelsea (base), Swansea (empréstimo), Crystal Palace
- Seleção: 10 convocações pela Inglaterra principal
- Estilo de jogo: antecipação agressiva, boa saída curta pelo lado esquerdo, velocidade para coberturas longas
- Números 2023/24 (até deixar o Palace): presença em 18 rodadas da Premier League, acerto de passes acima de 85% e média superior a 2 cortes por partida (dados Premier League/Opta)
Impacto na tabela e no clássico
O Manchester City inicia a rodada a seis pontos do líder Arsenal e sabe que o intervalo pode subir para nove antes do pontapé inicial, caso os Gunners vençam o Sunderland. Dentro desse cenário, o confronto direto com o Liverpool — quarto colocado — ganha peso duplo: manter a perseguição ao topo e afastar um concorrente direto ao G-4.
Imagem: Michael Regan
Com Guehi, Guardiola tende a ter mais liberdade para avançar Stones ao meio-campo ou mesmo poupar Rúben Dias, equilibrando minutos em um calendário que ainda inclui Champions League e Copa da Inglaterra. Do lado vermelho, Jürgen Klopp precisa administrar três lesões de longo prazo na defesa e, sem reforços de inverno, seguirá contando com jovens como Conor Bradley e Jarrell Quansah.
O que vem a seguir? Se a estreia de Guehi como titular em grandes jogos for positiva, a tendência é que o inglês consolide vaga ao lado de Dias na linha de quatro. Para o Liverpool, o duelo serve de termômetro antes de uma reta final sem contratações até a chegada de Jacquet no verão. O resultado em Anfield poderá reposicionar a luta pelo título e pela Champions nas próximas semanas.
Com informações de Manchester Evening News