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    Marcelo Marques não deve concorrer à presidência do Grêmio, afirma repórter

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    Porto Alegre, 22 de setembro de 2025 – O empresário Marcelo Marques, proprietário da Marquespan, comunicou nesta segunda-feira (22) que não concorrerá mais à presidência do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. A informação foi divulgada pelo repórter Alex Bagé em suas redes sociais e confirmada pelo próprio pré-candidato, que alegou decisão pessoal e definitiva.

    Por que a desistência muda o jogo?

    Marques vinha sendo tratado como um “outsider” capaz de romper a polarização histórica entre grupos de situação e oposição no Conselho Deliberativo. Sua retirada:

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    • Reduz a fragmentação de votos dentro do colegiado de 300 conselheiros, tradicional porta de entrada para o segundo turno junto aos sócios.
    • Reforça a necessidade de alianças: com menos chapas competitivas, os blocos clássicos ganham fôlego para negociar cargos e programas de gestão.
    • Afeta o timing de campanha: faltando pouco mais de três meses para a eleição — prevista para novembro de 2025 —, nomes remanescentes terão de acelerar a captação de 150 assinaturas exigidas para registrar chapa.

    Raio-X da eleição gremista 2025

    Método de escolha: primeira etapa no Conselho Deliberativo, segunda etapa envolvendo cerca de 80 mil associados aptos ao voto.

    Mandato em disputa: triênio 2026-2028, período que inclui a conclusão do ciclo financeiro da Arena e os contratos de direitos de transmissão até 2027.

    Pré-candidatos cotados (até 22/09):

    • Representante do Grêmio do Prata (oposição histórica).
    • Nome de consenso do grupo Renovação Gremista (situação).
    • Possível chapa de coalizão entre conselheiros independentes, agora sem Marcelo Marques como cabeça.

    Apesar das especulações, nenhum dos grupos citados formalizou candidatura pública até o fechamento deste texto.

    Impacto esportivo e financeiro

    A definição do próximo presidente ganhará peso extra porque coincide com temas sensíveis:

    • Planejamento de elenco 2026: 42% dos contratos do elenco profissional vencem em dezembro de 2025, segundo levantamento do BID da CBF.
    • Limite orçamentário: o balanço de 2024 projeta receita bruta de R$ 650 milhões e superávit de R$ 18 milhões. Qualquer mudança de gestão afetará renegociações de dívidas bancárias atreladas à Arena.
    • Categoria de base: 7 atletas oriundos de Eldorado do Sul fizeram estreia na Série A 2024; a nova diretoria decidirá se mantém a estratégia atual de fomentar vendas anuais para equilibrar caixa.

    O que esperar dos próximos capítulos?

    Com a vaga deixada por Marcelo Marques, grupos rivais tentarão cooptar a parcela do Conselho que via no empresário uma proposta de gestão corporativa — especialmente em marketing e expansão de arenas regionais. As articulações devem se intensificar até a reunião do Conselho marcada para 15 de outubro, data-limite para registro de chapas. Paralelamente, a torcida acompanhará o impacto dessa indefinição no mercado de transferências, já que negociações de renovações importantes costumam aguardar o posicionamento político do clube.

    No curto prazo, a desistência reduz a competição interna, mas amplia a responsabilidade dos pré-candidatos remanescentes em apresentar planos sólidos para futebol e finanças. Até novembro, o torcedor gremista verá um calendário de debates e sabatinas que definirá a rota do Tricolor para o ciclo 2026-2028 — e qualquer vacilo estratégico poderá custar mais do que uma eleição, podendo refletir diretamente nas metas esportivas da próxima temporada.

    Com informações de Portal do Gremista

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