Belo Horizonte, 3 de março de 2026 – O goleiro Matheus Cunha colocou-se à disposição do Cruzeiro para a final do Campeonato Mineiro contra o Atlético-MG. A dúvida quanto às condições físicas de Cássio, titular da posição, mantém o jovem arqueiro como opção imediata para o confronto decisivo na Arena MRV.
Status de Cássio e cenário da decisão
Contratado em janeiro de 2026, Cássio sofreu um trauma no joelho direito na partida de ida da semifinal. O departamento médico celeste trabalha para tê-lo em campo, mas o clube também prepara Cunha para uma eventual titularidade. A definição deve ocorrer no último treino na Toca da Raposa II, véspera do clássico.
Quem é Matheus Cunha?
Revelado nas categorias de base de São Paulo e Coritiba, Matheus ganhou projeção nacional pelo Flamengo, onde somou títulos como Carioca, Copa do Brasil, Supercopa Rei e duas Libertadores (2022 e 2025). Aos 24 anos, mede 1,93 m e exibe passagem vitoriosa pelas seleções de base, coroada pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Raio-X do goleiro
Principais números da carreira profissional*
- Partidas oficiais: 34
- Jogos sem sofrer gols (clean sheets): 17
- Títulos conquistados: 7
- Defesas de pênalti em competições nacionais: 3
*Levantamento de partidas pela base de dados pública OGol até fevereiro de 2026.
Impacto tático para o Cruzeiro
Com Cássio, o Cruzeiro ganha experiência e liderança – atributos valiosos em finais. Com Cunha, a equipe preserva o jogo com os pés e a agilidade em bolas rápidas às costas da linha defensiva, características que se encaixam no modelo de construção curta adotado por Nicolás Larcamón. A presença do jovem goleiro pode ainda incentivar uma marcação alta, uma vez que ele se sente confortável atuando como “goleiro-líbero”.
Imagem: Gustavo Aleixo
Efeitos na estratégia contra o Atlético-MG
O Atlético de Milito costuma explorar bolas longas para Paulinho atacar a profundidade. Caso Cunha seja titular, sua velocidade de reação fora da área pode reduzir esse espaço, permitindo que a zaga do Cruzeiro mantenha a linha mais adiantada. Em contrapartida, a falta de entrosamento com os zagueiros titulares (Zé Ivaldo e João Marcelo) exige cautela em jogadas aéreas, ponto em que Cássio leva vantagem pela leitura e comunicação.
Próximos passos
A comissão técnica avalia diariamente a evolução de Cássio. Se liberado, inicia; se não, Cunha terá a primeira grande oportunidade desde que chegou ao clube. A decisão não afeta apenas o título estadual: define também a hierarquia do gol para o início do Brasileiro e da Copa Sul-Americana, competições que começam nas próximas semanas.
Conclusão prospectiva: Seja com Cássio ou com Cunha, o Cruzeiro aposta na solidez defensiva para buscar o troféu que não levanta desde 2019. Uma eventual atuação segura de Matheus Cunha pode consolidar sua condição de herdeiro natural do gol celeste e influenciar o planejamento de minutos do veterano Cássio ao longo da temporada.
Com informações de Diário Celeste