Leigh (ING) — Maya Le Tissier, capitã do Manchester United, converteu o pênalti que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Vålerenga na estreia da fase de liga da Champions feminina, nesta semana, e, a poucos dias da convocação de Sarina Wiegman, volta a ser cotada para iniciar como titular na seleção inglesa.
Sequência de ferro e consistência defensiva
Aos 23 anos, Le Tissier completou 71 partidas consecutivas na Women’s Super League (WSL) — recorde em atividade — na rodada anterior, diante do Chelsea. Sob sua organização, o United terminou a temporada passada com a segunda melhor defesa do torneio, vazado apenas 16 vezes em 22 jogos.
Onde Wiegman pretende utilizá-la
Apesar de atuar como zagueira central no clube, a técnica Sarina Wiegman declarou preferência pela jogadora na lateral direita na seleção. O cenário, porém, mudou: a capitã Leah Williamson (zagueira) e Lucy Bronze (lateral) encontram-se lesionadas. Com amistosos contra Brasil e Austrália marcados para o fim do mês e a lista a ser divulgada na próxima semana, Le Tissier surge como opção natural para cobrir uma das lacunas.
Raio-X da temporada 2024/25
Dados das seis primeiras rodadas da WSL:
- Desarmes e cortes: 34 — líder do campeonato.
- Toques na bola: 444 — maior volume entre todas as atletas.
- Faltas cometidas: 3 — média inferior a 0,5 por jogo, indicando eficiência na recuperação.
- Minutos jogados: 540 — presença integral em todas as partidas.
Gol que vale mais do que três pontos
O pênalti convertido diante do Vålerenga foi o primeiro gol do Manchester United na história da Champions feminina. A vitória era considerada crucial porque o grupo ainda conta com Atlético de Madrid, PSG, Lyon e Juventus. O técnico Marc Skinner estima que serão necessários de 9 a 12 pontos para avançar às quartas, e pontuar contra o adversário norueguês era tratado como obrigação.
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Impacto nos próximos compromissos
Além de fortalecer a campanha continental do United, a atuação consistente de Le Tissier aumenta a concorrência interna na Inglaterra. Caso Wiegman a escale de início nos amistosos, a defensora pode consolidar-se como solução duradoura tanto para a zaga quanto para a lateral, especialmente com a Euro 2025 no horizonte.
Se mantiver o desempenho estatístico atual, a jogadora deve permanecer como peça-chave na rotação do United, que enfrentará o Atlético de Madrid já na próxima semana. Uma nova atuação segura diante do clube espanhol pode praticamente selar a titularidade de Le Tissier nos Lionesses e elevar as chances de classificação do United em um grupo considerado o “grupo da morte”.
Com informações de BBC Sport