Quem: José Mourinho (Benfica) e Enzo Maresca (Chelsea). O quê: confronto pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Quando: terça-feira, 30 de setembro de 2025. Onde: Stamford Bridge, Londres. Por quê: o reencontro do técnico tricampeão inglês com seu ex-clube acontece no momento em que o atual treinador dos Blues enfrenta questionamentos após duas derrotas seguidas na Premier League.
O peso simbólico do “Special One” na sala de troféus
Em Stamford Bridge, apenas campeões nacionais estampam a parede da Drake Suite. Entre fotos de Carlo Ancelotti, Antonio Conte e Ted Drake, três imagens lembram os títulos de José Mourinho (2004-05, 2005-06 e 2014-15). A presença do português à frente do Benfica reforça a comparação com o passado vitorioso e amplia a lupa sobre o desempenho contemporâneo do Chelsea, que ainda busca reconstrução depois de investimentos bilionários sob nova administração.
Momento dos Blues: resultados, lesões e decisões questionadas
Embora tenha retornado à Champions League, conquistado a Conference League e o Mundial de Clubes, Maresca ouviu vaias após as derrotas para Manchester United (2-1) e Brighton (3-1). Em ambos os jogos, o Chelsea atuou com um jogador a menos e recuou excessivamente, opção admitida como erro pelo próprio treinador.
A lista de ausências aprofunda o desafio: Cole Palmer (virilha), Liam Delap (joelho), além de dúvidas sobre Moisés Caicedo, João Pedro e Andrey Santos. O desgaste também decorre da pré-temporada encurtada pelo Mundial de Clubes.
Raio-X: números que explicam a pressão
- 5 derrotas em 6 meses: marca o pior recorte de Maresca no clube.
- 4 dos 5 reveses ocorreram após cartões vermelhos, evidenciando dificuldade em atuar com 10 homens.
- 0 ponto na Champions: derrota inaugural para o Bayern (2-0) obriga o Chelsea a reagir já na 2ª rodada.
- Banco pouco utilizado: reforços de verão Alejandro Garnacho e Jamie Gittens somam menos de 20% dos minutos possíveis, segundo levantamento do clube.
Impacto tático do duelo contra o Benfica
Mourinho costuma montar linhas compactas em 4-4-2 ou 5-3-2, privilegiando transições. Para o Chelsea, isso significa a necessidade de saídas de bola rápidas e amplitude pelos lados para evitar o “bloco baixo” lusitano. A possível ausência de Palmer reduz a criação entrelinhas, tornando Garnacho e Estêvão candidatos naturais para dar profundidade.
Imagem: Internet
Agenda imediata: sequência decisiva
Depois do Benfica, o Chelsea recebe o Liverpool no sábado, duelo direto por vaga no G-4 doméstico. Dois tropeços consecutivos podem deslocar os Blues para fora da zona de classificação europeia, cenário que aumentaria a pressão interna mesmo com o suporte declarado da direção.
No curto prazo, Maresca terá de equilibrar rotação do elenco e ousadia ofensiva para quebrar a série negativa e, quem sabe, aproximar seu retrato daquela parede reservada aos campeões.
Com informações de The Guardian