Manchester (ING) – Nathan Aké, zagueiro de 30 anos do Manchester City, revelou após o empate fora de casa contra o Sunderland que o técnico da seleção holandesa, Ronald Koeman, alertou-o: ele precisa de mais minutos em campo nos próximos seis meses se quiser garantir presença na próxima Copa do Mundo, marcada para o verão europeu.
Por que o tema preocupa Aké e Koeman?
Apesar de ser considerado um dos líderes do grupo de Koeman, Aké soma apenas três partidas como titular na Premier League nesta temporada. No Etihad, ele concorre posição direta com Rúben Dias, Josko Gvardiol, o jovem Abdukodir Khusanov e o lesionado John Stones. A escassez de minutos faz o técnico da Oranje avaliar se vale a pena convocar um atleta sem ritmo competitivo para o torneio de seleções.
Janela de janeiro: solução ou problema?
Com a abertura do mercado de inverno europeu se aproximando, o nome de Aké já aparece na lista de observação de vários clubes que buscam um zagueiro canhoto experiente. O City, no entanto, não demonstra interesse em negociar o defensor, valorizado internamente pela leitura de jogo e pelo profissionalismo. A situação cria um dilema: buscar uma transferência que garanta titularidade ou permanecer num elenco em que a rotação é alta, mas a concorrência também.
Raio-X do momento de Nathan Aké
Última temporada (2022/23): 41 jogos oficiais, 2 gols marcados, 1 assistência.
Temporada atual (Premier League): 3 jogos como titular, 270 minutos em campo.
Defesa do City no Inglês 23/24: 12 gols sofridos em 13 rodadas (média 0,92 por partida).
Concorrentes diretos: Rúben Dias (871 min), Josko Gvardiol (796 min), John Stones (lesionado, 286 min).
Impacto potencial no Manchester City
Guardiola utiliza frequentemente um modelo híbrido, com um zagueiro pela esquerda capaz de inverter a linha e apoiar a construção por dentro. Aké encaixa nesse perfil pela capacidade de levar a bola ao meio-campo, porém Gvardiol oferece atributos semelhantes e tem contrato de longo prazo. Se o holandês optar pela saída, Guardiola perderia um defensor que combina leitura de espaço e capacidade de cobrir a amplitude — movimentos cruciais para liberar laterais e alas em transição.
Efeito dominó na seleção holandesa
Koeman trabalha com um trio de zaga que costuma ter Virgil van Dijk na sobra e laterais adaptados como zagueiros externos. Aké, canhoto, encaixa na esquerda desse trio e vem sendo titular em jogos de peso desde 2022. Caso o defensor perca espaço no clube, nomes como Sven Botman ou Tyrell Malacia (quando jogam como terceiro zagueiro) podem ganhar terreno nas convocações.
Imagem: Internet
Próximos passos
A agenda do Manchester City até a abertura da janela inclui confrontos diretos na Premier League e a fase decisiva da Champions League, fatores que podem ampliar a rotação do elenco. Para Aké, cada minuto em campo agora assume caráter de prova para convencer Guardiola — e Koeman — de que sua presença faz diferença tanto no Etihad quanto na seleção.
Conclusão prospectiva: Se Nathan Aké mantiver o padrão de atuações seguras e repetir a resistência física demonstrada mesmo após a torção no joelho diante do Sunderland, seu peso tático continuará alto. No entanto, a soma de poucos minutos e a proximidade de um grande torneio de seleções colocam o defensor em uma encruzilhada: ganhar espaço na rotação do City ou sacrificar continuidade em busca de titularidade em outra camisa. O desenrolar da janela de janeiro será decisivo para a defesa do clube e para a linha de três de Koeman.
Com informações de Manchester Evening News