Quem: Eddie Howe, técnico do Newcastle United | O quê: admite que a equipe ainda sente os efeitos da saída de Alexander Isak para o Liverpool | Quando e onde: declaração dada às vésperas do reencontro entre os clubes, marcado para este sábado, em Anfield | Por quê: a venda recorde do sueco por US$ 170 milhões deixou lacunas ofensivas que os recém-chegados Nick Woltemade e Yoane Wissa ainda tentam preencher.
Venda recorde que mudou a dinâmica do elenco
Isak forçou a transferência poucas horas após o Liverpool virar o jogo e vencer por 3 × 2 em St James’ Park, em agosto. O Newcastle aceitou a proposta de US$ 170 milhões (125 milhões de libras), valor que financiou a chegada de dois atacantes: Nick Woltemade (US$ 94 mi) e Yoane Wissa (US$ 75 mi). Segundo Howe, “quando você tira um jogador como Alex do time, tudo muda” — e encontrar um novo equilíbrio ainda é um processo em curso.
Reforços milionários em estágio de adaptação
Com calendário apertado, Howe aponta falta de tempo de treino em campo como obstáculo para entrosar Woltemade e Wissa. A comissão técnica recorre a sessões de vídeo-análise para acelerar a compreensão tática dos novos atletas. Apesar disso, o treinador elogiou o esforço dos reforços e acredita que a curva de evolução deve se intensificar na virada do ano, quando o calendário doméstico oferece algumas janelas de trabalho maior.
Raio-X: Isak x Woltemade + Wissa
Alexander Isak (2022/23, Premier League)
– 10 gols em 22 partidas (0,45 gol/jogo)
– 0,25 xG/90*
– 1,9 finalizações/90
*fonte: FBref
Yoane Wissa (2022/23, Brentford)
– 7 gols em 38 partidas (0,18 gol/jogo)
– 0,25 xG/90
– 2,0 finalizações/90
Nick Woltemade (2022/23, SV Elversberg – 3. Liga)
– 10 gols em 31 partidas (0,32 gol/jogo)
– 0,30 xG/90
– 2,3 finalizações/90
O comparativo mostra que, em termos de produção de finalizações e xG, Wissa e Woltemade juntos podem compensar a ausência de Isak, mas a distribuição de funções ainda precisa ser assimilada: Woltemade costuma atuar como referência física na área, enquanto Wissa rende mais atacando espaços vindo do lado esquerdo.
Imagem: Getty s
O desafio de parar Ekitike
Do outro lado estará Hugo Ekitike, alvo antigo de Howe. O francês reúne boa mobilidade, finalização com as duas pernas e jogo aéreo — características que obrigam a defesa dos Magpies a manter vigilância constante sobre as diagonais curtas que ele faz entre zagueiro e lateral. A presença de Ekitike reforça a necessidade de Bruno Guimarães (em recuperação de entorse no tornozelo) estar em campo para garantir melhor cobertura à zaga.
Cenário de tabela e impacto futuro
Na Premier League, Liverpool e Newcastle estão separados por três pontos e três posições. Um triunfo dos Magpies em Anfield iguala a pontuação e coloca pressão direta na luta por vaga na Champions League. Para Howe, além do resultado, o desempenho servirá como termômetro do processo de reconstrução ofensiva: cada minuto adicional em campo para Woltemade e Wissa significa mais dados para ajustes táticos durante a breve pausa de janeiro.
No curto prazo, a volta de Isak é improvável — ele se recupera de fratura na fíbula e lesão ligamentar no tornozelo. Até lá, a combinação Woltemade + Wissa será mantida, com suporte dos pontas e meio-campistas para distribuir a criação de chances. Um desempenho sólido contra o atual campeão pode acelerar a curva de confiança do elenco e consolidar a nova dupla ofensiva.
Próximos passos: depois de Anfield, o Newcastle terá sequência contra adversários da metade inferior da tabela, palco ideal para colocar em prática o que for aprendido no duelo deste fim de semana. Se a produção ofensiva evoluir, a equipe pode chegar ao próximo break dentro do G-4, validando o plano de reposição traçado pela diretoria.
Com informações de Liverpool.com