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    Why Saudi money hasn’t transformed Newcastle into title contenders

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    Newcastle United segue apenas na 13ª colocação da Premier League após perder por 3 x 1 para o West Ham, no domingo (03/11/2025), em Londres. O revés acendeu o alerta interno de Eddie Howe, que realizou três alterações ainda no intervalo, e reacendeu a pergunta que ronda St. James’ Park desde 2021: por que o clube com os donos mais ricos do planeta ainda não briga pelo título inglês?

    Expectativa x Realidade: o cenário após a compra saudita

    Quando o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita adquiriu 80% do Newcastle, os paralelos imediatos foram com as eras Roman Abramovich/Chelsea e Sheikh Mansour/Manchester City. Porém, diferentemente de 2003 e 2008, o clube já vive sob os limites de Fair Play Financeiro (Premier League) e Regulamentos de Lucro e Sustentabilidade (UEFA), que restringem o aporte direto dos proprietários.

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    Mesmo com margem para gastar mais — ou aceitar uma multa europeia considerada pequena — o Newcastle tem adotado uma postura de investimento cauteloso. A venda de Alexander Isak, cogitada para ampliar a capacidade de compra, foi abortada, gerando frustração posterior à chegada de Nick Woltemade, Yoane Wissa, Jacob Ramsey, Malick Thiaw e Anthony Elanga.

    Modelo de jogo de alta intensidade e os riscos de queda física

    O estilo implementado por Howe depende de pressão alta e transição veloz. Em uma sequência de cinco partidas em 15 dias (Premier League, Champions League e Carabao Cup), a equipe somou bons resultados — inclusive goleadas sobre Union Saint-Gilloise e Benfica —, mas pagou o preço contra o West Ham: Woltemade atuou os cinco jogos e demonstrou desgaste visível.

    Com Wissa lesionado, o treinador ficou sem alternativas ofensivas para rodar o elenco. O resultado foi um time “pesado”, que, apesar de abrir o placar, sofreu a virada ainda no primeiro tempo e terminou a rodada com apenas 12 pontos em 10 jogos.

    Why Saudi money hasn’t transformed Newcastle into title contenders - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    Infraestrutura: a brecha regulatória ainda não explorada

    Despesas com estádio e centro de treinamento são excluídas dos cálculos de Fair Play. Ampliar a receita de match-day via uma arena maior criaria margem para contratações. Porém, ampliar o atual St. James’ Park esbarra em prédios tombados em duas laterais do terreno. Em março, discutiu-se erguer um estádio próximo ao Leazes Park, mas o plano não avançou, coincidindo com a decisão do PIF de priorizar investimentos domésticos na Arábia Saudita.

    Raio-X da temporada 2025/26 (após 10 rodadas)

    • Posição: 13º lugar
    • Pontuação: 12 pontos (3 vitórias, 3 empates, 4 derrotas)
    • Distância para o G-4: 3 pontos (3º ao 11º separados por apenas 3 pontos)
    • Distância para a zona de rebaixamento: 9 pontos separam o 2º do 17º colocado
    • Sequência recente: 5 vitórias nas 6 partidas anteriores à derrota para o West Ham
    • Gols sofridos em 2025/26: setor defensivo ainda sem números de elite; estabilidade oscila com a intensidade física

    Perspectivas para o restante da campanha

    Para converter poder financeiro em competitividade esportiva, o Newcastle precisa aumentar a rotação do elenco, seja via mercado de janeiro ou retorno rápido de lesionados. Fora de campo, destravar o projeto do novo estádio pode ser decisivo para expandir receitas e criar espaço regulatório para contratações de maior impacto. Até lá, consistência nos jogos domésticos será crucial para manter a equipe na briga por vaga na próxima Champions League, condição mínima para sustentar o plano de longo prazo idealizado pelo PIF.

    Com informações de The Guardian

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