Rio de Janeiro (10.nov.2025) — Na derrota do Santos por 3 a 2 para o Flamengo, domingo (9), no Maracanã, pelo Brasileirão, Neymar discutiu com o zagueiro Zé Ivaldo, reclamou de falta de passes na “zona de criação” e deixou o gramado direto para o vestiário ao ser substituído. As atitudes foram duramente reprovadas por Luisão e Luis Fabiano no programa “Resenha da Rodada”, exibido nesta segunda-feira (10).
O que aconteceu em campo
• Ainda no primeiro tempo, Neymar cobrou de Zé Ivaldo mais bolas no terço final, argumentando que “é a única forma de fazer gol”.
• No intervalo, repetiu a bronca diante das câmeras.
• Aos 39 do segundo tempo, ao ver sua placa subir, gesticulou para o banco e caminhou direto ao túnel, ignorando o restante da equipe.
Repercussão imediata: críticas de líderes históricos
Na ESPN, Luisão classificou o comportamento como “uma falta de respeito enorme”. O ex-zagueiro enfatizou o descompromisso com o treinador e com os companheiros. Já Luis Fabiano alertou que a atitude “mina” o ambiente de um elenco que já luta contra o rebaixamento.
Raio-X do Santos após 32 rodadas
- Posição: 17º lugar (zona de rebaixamento)
- Pontos: 33 (dois a menos que o Vitória, 16º)
- Jogos restantes: 6
- Ameaça real: o Peixe precisa ultrapassar pelo menos um adversário para permanecer na Série A.
Neymar como líder técnico: onde a cobrança faz sentido?
Desde o retorno ao clube, Neymar é a referência de criatividade. Pela faixa central, atua como um “falso 10”: recua para articular e infiltra na mesma linha dos atacantes sem bola. Essa função faz dele o jogador que mais recebe passes no terço final santista, mas também exige sincronia com volantes e zagueiros na saída de bola. Quando essa engrenagem falha, o camisa 11 tende a buscar a bola nos pés do goleiro, encurtando o campo — algo que se viu no Maracanã e foi criticado por Luisão.
Impacto anímico e tabela apertada
A seis rodadas do fim, qualquer ruído interno pode pesar mais que ajustes táticos. O Santos tem, pela frente, confrontos diretos contra equipes que estão do 12º ao 18º lugar. Uma liderança questionada nesse momento coloca pressão adicional sobre o elenco e o técnico, que precisa de foco total para converter pelo menos duas vitórias e um empate — média histórica de 40 pontos para escapar do Z-4.
O que vem a seguir
Internamente, a comissão técnica já indica conversas com Neymar para alinhar discurso e comportamento. Em campo, o desafio é transformar a cobrança pública em sinergia: mais aproximação dos volantes na fase de construção e cruzamentos rasteiros para aproveitar o 1×1 de Neymar contra laterais adversários.
Imagem: Internet
No curto prazo, o Peixe terá três partidas em casa, onde conquistou 70% de seus pontos. O primeiro teste é já no sábado, contra um concorrente direto. Um resultado negativo pode consolidar o clima de crise; uma vitória recoloca o time fora da zona de rebaixamento e ameniza a turbulência gerada no Maracanã.
Perspectiva: Se o Santos conseguir engatar uma sequência positiva, o episódio deve ser absorvido como “choque de liderança”. Caso contrário, a postura de Neymar — somada à pressão da tabela — tende a se tornar argumento para mudanças estruturais no elenco e até na comissão técnica em 2026.
Com informações de ESPN.com.br